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Caro Alfredo,

A Igreja é santa: no seu fundador, Jesus Cristo; na Pedra e nas Colunas sobre as quais foi edificada; nos meios que Jesus pôs à sua disposição para nos santificar; em tantos e tantos – essa multidão que ninguém pode contar, cristãos de ontem e cristãos de hoje e por tantos outros milhões que, não sendo cristãos, pertenceram à sua alma; pelo Espírito Santo que a faz, que a dinamiza, que a santifica.

N/D
13 Mar 2005

Mas também, e felizmente, é pecadora, caso contrário, já tu e eu há muito que teríamos sido postos fora dela.
Os pecados da Igreja… pecados de nós, homens, tão grandes no passado e, com certeza tão grandes no presente.

Quantas vezes já o Santo Padre pediu ao mundo perdão pelos pecados da Igreja? – É por esta razão que a Igreja vive, deve viver, num trabalho permanente de conversão, para ser capaz de minimamente testemunhar Jesus, que ela continua no mundo.

A Igreja é Mãe, Já que se esforça por reflectir entre os homens o Rosto Materno de Deus. Com toda a certeza que me estou a repetir, mas sempre estive possuído da ideia de que a Igreja

Deve crer em Deus e só n’Ele pôr a sua esperança, mais que nos poderes da terra;
Deve ser ponte que aproxima margens;
Deve derrubar muros, saber dialogar.

Deve procurar compreender e não pôr-se sempre
E só na defensiva;

Deve procurar comungar a vida dos homens nos seus anseios, nos seus sofrimentos, nos seus Desafios;

Deve estar atenta aos avanços da ciência e da técnica, nunca voltando as costas à cultura,

Lembrada do aviso de Paulo VI de que a desgraça da Igreja está em separar o altar da cultura

Podia continuar por estes caminhos e teria muitos desejos a manifestar.

Quero só dizer com esta reflexão que amo, que amamos muito a Igreja e que queremos que os homens se deixem cativar pela mensagem que ela é, pela mensagem de Jesus.




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