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É pena que as coisas sejam assim…

Ultimamente têm sido frequentes os assaltos a automóveis um pouco por toda a cidade de Braga, mas em particular em algumas artérias como a Rua de Camões.

N/D
12 Mar 2005

Aliás, neste jornal, vinha publicada, um dia destes, uma notícia que dava conta desta situação.
Os dias vão passando e os automóveis continuam a ser vandalizados sem que as entidades policiais tomem medidas para pôr cobro ou minimizar esse tipo de situações.

Muitos de nós pagam impostos (e não é nada pouco!), mas a segurança dos cidadãos e a integridade dos seus bens são cada vez mais ameaçadas.

Há dias, pude assistir a uma situação que me fez, muito sinceramente, perder confiança e ganhar desconsideração pelas nossas entidades policiais que, supostamente, nos deveriam proteger e defender: na rua de Santa Margarida, vi um reboque da Polícia Municipal a autuar e rebocar diversas viaturas, numa verdadeira “caça à multa”.

Pela quantidade de vezes que vi a viatura de reboque passar nos dois sentidos da via, deu para perceber que, numa tarde, “encheram os cofres” (perdoem-me a expressão mas é a mais pura das realidades!).

Escusado será dizer que, nos dias posteriores, o cenário continuou o mesmo… reboque acima, reboque abaixo!

Pois bem, se por um lado assistimos a uma constante insegurança nas ruas da cidade, até mesmo em plena luz do dia (e os polícias não se vêem em parte nenhuma), por outro lado, quando se trata de multar e rebocar viaturas, eles lá estão!

A título de curiosidade, informo os leitores que, se um dia tiverem o azar de ver a vossa viatura rebocada, serão obrigados a dispender pelo menos 50 euros (CINQUENTA EUROS) pelo reboque, mais 30 euros (TRINTA EUROS) pela coima de estacionamento, mais 10 euros (DEZ EUROS) diários pelo aparcamento da viatura.

Coisa pouca!!…

Por vezes questiono-me sobre o tipo de incentivos que os agentes recebem relativamente às suas condutas de trabalho. Será que um bom polícia é aquele que passa muitas multas? Para muita gente, talvez seja.

Para mim, a excelência profissional está naqueles que protegem a integridade dos cidadãos mas esse é um tipo de trabalho que “nem sempre se vê” pois não é quantificável.

Já uma interminável lista de autuações, deleita qualquer pessoa! (para além de ser uma prova irrefutável do exercício de funções…).

De facto, é pena que as coisas sejam assim…




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