Fotografia:
Outro ponto de vista…

Reconheço que não me causou espanto algum a nomeação de Freitas do Amaral para o exercício de funções públicas como ministro! Contudo, e porque quiseram atribuir-lhe uma importância que julgo que hoje não a tem, permito-me fazer alguns considerandos.

N/D
11 Mar 2005

Em primeiro lugar, discordo da posição tomada pela secretaria-geral do CDS/PP do envio da fotografia do primeiro presidente do CDS para a sede do PS.
Não concordo com essa tomada de decisão, porque entendo que factos reais da história não podem ser apagados e o novo ministro foi, de facto, o primeiro presidente do CDS. A qualidade das acções fica com quem a pratica.

Num segundo momento reflexivo sempre me apraz referir que da sua nomeação nada de relevante irá ocorrer.

A sua relevância internacional resume-se ao facto de ter presidido a uma sessão da Assembleia Geral da ONU. Alguém se recorda do nome do actual presidente, ou mesmo, de algum dos presidentes? Creio que não!

Em terceiro lugar, a forma como anunciou a sua aceitação para este novo cargo criou um embaraço óbvio a quem o convidou.

Não acredito que o actual Primeiro-ministro, no convite que lhe endereçou, lhe tenha facultado a lista dos seus outros pares, assim como não acredito que tenha havido um acordo prévio, isto é, a manifestação do seu apoio antes das eleições implicava uma compensação, uma nomeação para um lugar de relevância pública. Não acredito.

Acredito sim no acaso. Por acaso em 2002, a mesma personagem manifestou apoio ao PSD, mas este partido não teve maioria absoluta… Agora? Acasos de um destino feliz.

Finalmente, esta nomeação serviu para nos demonstrar que o artigo de Cavaco Silva era pertinente: devemos saber separar o trigo do joio. Alguns dos políticos que por aí pululam são como a má moeda em relação à boa moeda ou, numa versão mais modesta, como uma maçã podre num cesto de maçãs boas. Até porque na política só vale a pena se estivermos com convicções; só assim as pessoas que servimos nos continuam a estimar.

Os troca-tintas, os que mudam sempre para o lado dos vencedores, para estes a história reserva-lhes um lugar que, por decência, me abstenho de enunciar…




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