Fotografia:
821. Senhor Presidente da Câmara Municipal

Andam por aí a dar, publicamente, pontapés na Gramática. Seja a Câmara Municipal ou alguém por ela!

N/D
9 Mar 2005

É que muito mal vai a ortografia em várias placas toponímicas da cidade. Ou, por falta de tinta ou que precisa de voltar à Escola Primária o artista deixou de acentuar certas palavras!
Por isso, quem por aí deambula (eu, por exemplo, que sou um amante fiel do pedestrianismo, muita sola rompo por ruelas, ruas e calçadas), facilmente, topa bué de calinadas: rua Antonio Marinho, praça Jose Ferreira Salgado, rua Damião de Gois, rua Alvaro Dória, rua Luis Soares Barbosa, rua Candido de Oliveira, rua Antonio Bento Martins Junior, rua Rosalía de Castro… por António, José, Góis, Álvaro, Luís, Cândido Júnior e Rosalia ou Rosália!

Todavia, esta é uma ligeira amostra. Mas, se a montra é assim… Porque, obviamente, não palmilhei as ruas todas da cidade e subúrbios! Pois, para tanto me faltariam solas e pedalada!

E coisa curiosa, senhor Presidente, é nas ruas das novas urbanizações onde mais se vêem estes pontapés na Gramática. O que vem provar, uma vez mais, que o português das novas gerações anda pelas ruas da amargura! E a mostrar que o responsável pelo fabrico destas placas ou não fez a 4.ª Classe como devia ou mandou às urtigas o que aprendeu!

Não sei se ainda lembra, mas na Escola Primária do nosso tempo, havia o famoso exame da 4.ª Classe que era mesmo a doer! E a prova escrita de Língua Portuguesa tinha o terrível ditado (que ainda, hoje, é o melhor exercício ortográfico que conheço, embora arredado como traumatizante das actividades diárias dos alunos), onde quatro faltas de acento equivaliam a um erro e quatro erros levavam ao chumbo irremediável em exame!

Assim sendo, o autor das ditas placas toponímicas tinha chumbo garantido no tal exame dos nossos tempos! E, por este caminho, dificilmente, conseguia arrancar o diploma de 4.ª Classe que lhe abria o futuro ao emprego e à cultura!

Assim sendo, senhor Presidente, mande pôr mais cautela e caldos de galinha na elaboração das placas toponímicas, porque se a Língua Portuguesa já tão maltratada por aí anda (em jornais, televisões, rádios, oratória pública…) não seja a Câmara Municipal a dar-lhe mais trolitada!

E, se para tal necessário for umas explicaçõezitas de ortografia ao escrivão das ditas cujas, eu prontifico-me, de borla e a seco, a dar-lhas. E porque professor sou dos velhos tempos, já encostado às boxes, erros ortográficos fazem-me mal à vista e à… tensão arterial!

Até para que não aconteça mais na nossa cidade o que, em tempos já aconteceu e nos encheu de vergonha, mormente numa Bracara Augusta bimilenar e dos Arcebispos: à entrada da cidade, um enorme cartaz rezava BENVINDO A BRAGA!

Ora, muita gente andou à procura do senhor BENVINDO que nunca mais cá chegou! É que o BENVINDO A BRAGA devia antes ser BEM VINDO A BRAGA!

E, depois, quem sabe, pode ser este o trigésimo quinto passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura!

Tijolo a tijolo se levanta a construção!

Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




Notícias relacionadas


Scroll Up