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Nótulas soltas da minha agenda

Os bombeiros estão todos bem equipados e preparados para o drama em que o Verão se vai transformar?

N/D
7 Mar 2005

1 Somos (ou estamos?) deprimidos. Individualmente e colectivamente, os portugueses são grandes consumidores de anti-depressivos. O consumo destes aumentou 45% em cinco anos! Bem sei que há muitas causas exógenas: o desemprego de muitas pessoas, a insatisfação laboral, a não possibilidade de conciliar o tempo para o trabalho e o tempo que se tem e deve dedicar à Família, o medo do futuro… São muitas as causas exteriores. Mas, também, as há interiores: o vazio existencial, o culto idolátrico do corpo que tem de ser como vem nas revistas de moda ou se vê nas “passerelles”, a atenção dedicada ao efémero… e muitas outras causas interiores.
2. É impressionante: quase 25% das crianças portuguesas são pobres. E à medida que aumentam as famílias monoparentais maior será a percentagem de crianças pobres. A luta contra a pobreza passa, essencialmente, pela qualidade de vida das famílias. Espero vivamente que o novo governo invista profundamente nas famílias para lutar mais eficazmente contra a pobreza. Famílias pobres geram pobrezas!

3. Vi, com grande interesse, um programa na RTP1 sobre “O Código Da Vinci”. O documentário prévio foi deploravelmente tendencioso. O debate que se seguiu foi salvo por um leigo, o Prof. César das Neves: claro como a água, sem preocupações de ser ambíguo e deixar pairar a confusão. Foi pena que os outros intervenientes clérigos não tivessem sido mais precisos e esclarecedores! O livro é uma mentira. De hipóteses fantasiosas faz factos. Destes faz teorias e das teorias constrói “a verdade”. Por que razão muitos sectores da Igreja não procuram ser sempre rigorosamente claros? Sobretudo quando lhes é facultado um meio de comunicação tão poderoso como a televisão? Por que razão aparece sempre alguém a lançar a confusão?

4. Sobre o aborto é necessário ser-se preciso e não temer: é um crime abominável no dizer do Concílio Vaticano II. Mata um ser humano indefeso. À traição. E tanto é mau o aborto químico como o cirúrgico. Mata. Bem sei que há situações delicadas a merecer apoio e a atenuar a gravidade. Contudo, trata-se da morte de um inocente a quem não é dada a liberdade de fugir ou de pedir socorro. Bem sei, também, que não é “politicamente correcto” fazerem-se estas afirmações. Vem aí um novo referendo, onde vai haver um esforço brutal, humano e financeiro, para que o “sim” vença. E não vai faltar dinheiro. Onde ele vai faltar, absolutamente, é para o “não”. Tenho a certeza. Sei do que falo!

5. A actual situação severa de seca é deveras preocupante. Séria e grave. O Verão que aí vem vai ser, provavelmente, aterrador com os incêndios a lavrar por todo o lado. Não vejo a prevenção dos fogos funcionar. As matas continuam por limpar, as que não arderam o ano passado. A situação que se avizinha pode bem ser terrivelmente dramática. Os bombeiros estão todos bem equipados e preparados para o drama em que o Verão se vai transformar?




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