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Chover no molhado (57)

São aberturas para a incoerência, desunião e demolição do edifício civilizacional. São pensamentos imaturos. São alienações

N/D
6 Mar 2005

Todo o homem deve ser visto, inseparavelmente, como indivíduo e como pessoa. Como indivíduo, tem o direito de exigir do Governo, eleito democraticamente, que vele e respeite as suas diferenças. E, como pessoa, tem o direito de exigir a inter-relação e cooperação do Governo com todas as forças políticas, sociais, culturais, económicas, religiosas, do direito e da saúde, a fim de que a pessoa possa cumprir e satisfazer as suas capitais necessidades.
Ei-las, à cabeça de todas as outras: conservação, tanto da vida existencial, como a da sua espécie; socialização; crescimento das potencialidades; transcendentalização, isto é, do relacionamento, em amor, com Deus.

Relativamente às diferenças individuais, sabemos que cada um tem as suas. E quais são? Não sei. O que sei é que cada um tem o dever de as consciencializar e de as ordenar, satisfatoriamente, à efectivação concreta das necessidades acima referidas.

A diferença, que se desvia deste imperativo, é perturbadora da coesão que deve reinar entre os indivíduos do mesmo campo social. São, portanto, diferenças com uma liberdade reivindicadora doutros direitos, estranhos às próprias necessidades. Dar-lhes força ou legalizá-las é um desmedido erro. São rupturas entre o impulso e a Razão.

São fraquezas da Razão, que não se impõe, não controla, nem harmoniza. São aberturas para a incoerência, desunião e demolição do edifício civilizacional. São pensamentos imaturos. São alienações.

Estou a referir-me, sobretudo, à legalização do aborto, da homossexualidade e casamento entre pares do mesmo sexo, independentemente da radicalidade de posições a quaisquer caminhos e motivações.

Estamos aqui para ver e avaliar a ponderação de quem quer que seja.




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