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Os perfumes de uma caixa embalsamada

Não me parece que teria sido a melhor opção para os portugueses numa Ibéria laranjaou cor de rosa…

N/D
4 Mar 2005

Não foi saudada com optimismo pela imprensa alemã a vitória da maioria absoluta socialista em Portugal. Não foi muito lisongeira a apreciação, mesmo da imprensa mais esquerdista, como a figura de José Socrates “o filho de uma Testemunha de Jeova”, cuja mãe não terá votado por ele, dadas as suas aleivosias ideológicas, num país católico, mais mariola que mariano… “dos mais pobres em mentalidade e recursos na Europa!”

Sabendo as consequências do Socialismo, sobretudo para empresários e investidores, que, mesmo na Alemanha, rumam para países mais democratas e de mão-de-obra mais barata, a par das graves consequências de um Socialismo, que virou o bico ao prego, não me parece que teria sido a melhor opção para os portugueses numa Ibéria laranja ou cor de rosa…

Mostrámos assim que estamos pobres, muito pobres… Resta-nos esta verdade insofismavel: nem pelo facto de os burros estarem todos do mesmo lado, isso significa que tenham razão!… A democracia é mesmo assim: tanto vale o voto dos esclarecidos como dos ignorantes. Portugal é um país de esclarecidos e iluminados… brilhantes e clarividentes… Só que tem esquecido o povo quem nos apunhalou sempre nas costas…

Mostrámos assim uma maturidade política, social, económica e cultural, que vai ensinar a Europa como se vive em democracia moderna e como se constrói uma sociedade pós-moderna, mesmo sem os apoios comunitários e sem investidores europeus, agora substituídos por chineses…

Como diz um correspondente que admiro, a democracia do 25 de Abril consumou frutos pomposos e pariu um rato: os mais competitivos e sérios afastam-se , os oportunistas vão-se alcandorando cada vez mais no poder, os mais “competentes sérios e criativos” não querem chamuscar-se na “fogueira”, que atiçaram para que se cumprissem os seus desígnios malévolos. O Presidente da República foi um génio de Panteão Nacional…

O “crime compensa”, a inversão mental resulta. Quem manda, é quem berra mais alto, dispõe de uma máquina da comunicação, que promete alvíssaras, ou promove deficientes. Os desavergonhados triunfaram, os ignorantes entronizam-se na educação de tamancas.

A desigualdade e intranquilidade ganharam estatuto de cidadania absoluta, e as escolas tornam-se palco de diversão, como os estádios de futebol, a tribuna do poder mentecapto e dos gostos de uma república de bananas… Os resultados das urnas compensaram esta mixórdia ou salada russa, com os ingredientes de agentes afrodisíacos e viagras envenenados, num reino de impotentes… e senis. A quem interessa um País assim?…

Apenas aos oportunistas e a quem não consegue emigrar. No meio do pântano, com poucos oásis no deserto, de tanga, só tenho pena dos jovens, que vão ter uma escola cada vez mais degradada, uma Igreja cada vez mais enfraquecida, uma moral de mutilados e uma família abalada, quer nas funções fundamentais, quer nas suas estruturas.

Os sentimentos cristãos – mesmo jogados oportunisticamente – de nada valeram… Onde está a influência do cristianismo? Apenas nas escolas, universidades e em 60% das instituições que dirige, compensando com esmolas as mazelas sociais o que falta de um Estado ineficaz e de uma nova classe de vampiros, que “consome tudo e não deixa nada”, exigindo cada vez mais impostos, mas sem código jurídico para defender os direitos e interesses dos cidadãos?

Mais quatro anos de democracia, vogando ao sabor das ondas, em que tergiversamos com trejeitos de lombrigas e feitios adejantes… De mentalidade rural, fizemos uma palhaçada colectiva. De sonhos, uma cloaca com fumos de especiaria, do perfume das flores, uma estrumeira infectada de bacilos e bactérias. Se não forem vacinadas, apenas continuarão a podridão geral em que se vive., embora com o fausto de alguns e vida infernal de quase todos.

São estas as esperanças que despontaram e as consequências de uma comunicação e jornalismo de jornaleiros, numa mega-operação de bem-instalados, saídos do pé descalço? Com slogans e sofismas num povo, em desespero, que aceitou tudo com fé de procissão, sob a batuta surrada de uma corja bem vestida, que sempre se marimbou para as dificuldades e misérias da nação, sem alternativas… Viva a democracia e o Povo de nação tão sacrossanta!…




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