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O hospital dos três “pês”

Muito se tem falado no futuro Hospital de Braga enquadrado no regime de gestão de Parceria Público Privado (PPP), que eventualmente virá a acontecer, lá para meados do mês de Julho, sintomatizando estes escritos de opinião com o aparecimento das novas fronteiras de mentalidades iluminadas na área das ciências da saúde, com destaque para alguns, que no passado estavam apagados na imaginação e encostados na comodidade dos “tachos” político-partidários, hoje passam a vida de joelhos no muro das lamentações, apontando o dedo a este ou àquele governo, partido ou pessoa pelos pecados da inércia, da incompetência ou pelo castigo da persistência.

N/D
1 Mar 2005

Ainda mais irónico, é o facto de alguns, ditos como independentes, e que dizem sem ter o tal “cartãozinho” de acesso ao jardim das rosas, consternados e revoltados com a tal passividade e força de bloqueio dos políticos que sempre empenaram o desenvolvimento da construção do novo Hospital, aceitaram desempenhar funções públicas por voto de confiança de ministros do PSD na área da saúde. Nesta altura vergados ao silêncio das suas opiniões, limitavam-se a comer uns “mon cherry” se quisessem manter os lugares para os quais foram nomeados.
Mas a ironia não fica só por aqui, com estas ideologias de “troca tintas”, recordo-me de um quadro superior do Hospital de Braga, que apesar de intitular-se independente, deixa-me algumas dúvidas sobre esta matéria, tanto que, em devida altura concorreu à Junta de Freguesia de S. Lázaro “vestindo a camisola” do PS, dar umas dicas de “malvadez” num trabalho de opinião à ex-ministra da saúde, Dra. Leonor Beleza e ao PSD bracarense, sobre o estado da “nação” relativo ao projecto e ao incremento do novo Hospital, personalidade governamental que depositou confiança institucional no articulista, por proposta do ex-Presidente do Conselho de Gerência do “São Marcos” e militante activo do PSD, Dr. Germano Cerqueira, também este candidato à Câmara Municipal de Braga. Nesse tempo não havia raios de luz para objectivos claros.

O que não ouvimos falar dos “especialistas” nesta matéria, seriam três perguntas (“pês”): O que esperam os portugueses dos Hospitais com Parcerias Público Privado (PPP)? Que consequências vão ter com esta adopção e que melhorias surgirão? E como serão tratados os profissionais de saúde em matéria da sua actividade profissional (carreira, relação estável de trabalho, regime jurídico dos seus direitos, etc)?.

Na minha modesta e singela opinião, o Hospital de Braga, com ou sem “pês” está como está, por responsabilidade de todos e neste saco de “gatos vitimados pela doença da raiva”, entram todos os governos que fizeram até à data em que finalmente foi anunciado com legitimidade de quem neste momento a tem, a construção do novo e tão desejado Hospital de Braga.

Os maiores prejudicados são os bracarenses e o distrito de Braga, que merecem desde há longa data melhores cuidados de saúde diferenciados e continuam a sofrer na “pele” as querelas da política local e a birrra de pessoas que ocupam lugares de representação do eleitor (tais como: autarcas, governamentais e felizardos de “tachos” de emprego público).

A construção do novo Hospital não vai só com três ou mais “pês”, arranca com vontade política honesta, empenho e dedicação no respeito que a comunidade populacional de Braga merece ter com uma Instituição de Saúde mais desenvolvida, condigna e adequada às suas necessidades de resposta, sentido de capacidade qualitativa face às actuais exigências de intervenção, valorizado e credível como suporte de apoio à investigação em parceria com a Escola de Ciências da Saúde, dotado de instalações e equipamento padronizado de alta tecnologia, constituído por recursos humanos com capacidade de gestão séria, de lealdade aos princípios elementares de respeito e estímulo para a motivação de trabalho junto dos seus profissionais, prestigiar a sua imagem e não criar, num recente passado, divisões de sociabililidade humana, perseguições com atitudes de prepotência hierárquica como se constatou em devido tempo bem marcado pelo registo público, os famosos e lamentáveis processos judiciais marcadores infelizes para história no quotidiano das relações de trabalho e os processos disciplinares patrocinados ou promovidos por quem não sabia gerir conflitos superáveis, irrelevantes e mesquinhos.

Esta máscara turbulenta de uma época provinda do aproveitamento de algum poder de decisão, esteve sempre presente na perturbação da vida dos que sempre se sentiram injustiçados. Deus não dorme e a justiça não morre.

Finalizando, a verdade é que o Hospital de São Marcos, não tendo ainda nenhum “pê”, tem uma grande família, recheada de magníficos e competentes profissionais de saúde a todo o nível (médicos, administrativos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, etc), e mesmo para aqueles que não gostam, tem um grupo de gestores que moveram uma imagem dentro das suas limitações e circunstâncias, como um Hospital integrado na paz e orientado pelo respeito da auto-estima e confiança pela competência e eficácia que merecem os seus técnicos de saúde.

Na minha vida, sempre pisei o risco em nome da verdade, da transparência e da lealdade com os meus princípios de liberdade de opinião num país que se afirma um Estado de Direito. Esta opinião tem o valor que tem. Mostrei apenas uma micro faceta destas “coisas”, porque muitas outras teria para lhes contar. Por agora, “fecho-me em copas”.




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