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Nótulas soltas da minha agenda

1 No dia 18 do corrente, ante-véspera das eleições, publicou o Diário do Minho um artigo da autoria do seu Director. Como cidadão que procura comprometer-se na “res publica” li aquele artigo com a maior atenção. Aplaudo-o sem reservas. Nenhumas. De facto, não podemos desistir. Nunca. Mesmo que não nos oiçam.

N/D
28 Fev 2005

Sei que, houve várias instituições e grupos de cidadãos que se pronunciaram sobre algumas questões que são importantes, procurando dar um contributo para o debate político a que nos convidava o momento. Estive engajado numa dessas tomadas de posição. Esta foi tornada pública em Dezembro, endereçada a todos os partidos com assento parlamentar e a outros com alguma possível representatividade. Não se fez o silêncio total por parte dos políticos, mas andou perto.
Os maiores, os três maiores, ficaram silenciosos. Nem uma palavra acusando a recepção, tal como aconteceu com alguns de outros partidos, caso de “Os Verdes” e o Bloco de Esquerda. Evidentemente que outros nos receberam e escutaram – CDS/PP e PND. Mas, Senhor Director, o silêncio também veio de “outras bandas”. Há momentos em que o silêncio não se compreende. Não se teve uma palavra de estímulo, do género: “Continuem!” Não era preciso mais.

Quando se sabe que é tão difícil assumir, por exemplo, a defesa da vida humana ou a Família, uma palavra, uma só, tinha sido recebida com júbilo. Portanto, Senhor Director, não foram só os políticos a não ouvir os cidadãos, com as honrosas excepções que referi. Mas, creio, que os cidadãos que se manifestaram antes das eleições não vão desistir. A causa é muito importante e não admite “braços caídos”.

Eu, não irei desistir! Desistir de lutar pelos Direitos Humanos e da Família. Pelos Direitos de Deus, também. Ainda que não oiçam. Quem sou eu, afinal, para ser ouvido? Nada nem ninguém! Na minha insignificância, não desistirei. Por que sou cidadão! Por que sou Cristão!

Não desista, também, Senhor Director.

2. O sociólogo e articulista António Barreto, bem conhecido pela sua forma descomprometida e assertiva como escreve, no 180.º aniversário da Faculdade de Medicina do Porto, Antiga Escola Médico- Cirúrgica do Porto «classificou de “ridículo” e “sem sentido” que as regras legais e de gestão, os critérios académicos e os sistemas de recrutamento de estudantes e professores sejam os mesmos para todas as instituições, seja qual for a sua dimensão, o mérito, a qualidade e os resultados do seu trabalho». De facto é bem verdade! Mas deve entender-se e estender-se a todo o sistema de ensino. A diversidade de projectos educativos é sinal de riqueza na liberdade.

3. Portugal vai ter um novo Governo. O 17.º em 30 anos! Que nos Governe. Bem. Com Justiça. Em liberdade. Com particular atenção à Família. E aos excluídos do “banquete do efémero”, em que se transformou a sociedade ocidental, dita cristã!

4. A violência doméstica é um drama que nos deve envergonhar. O estudo recente divulgado pela Universidade do Minho (cf. Público, 05.02.24) deve inquietar-nos para a acção.

Há mulheres, velhos e crianças em sofrimento.




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