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Caro Alfredo,

É em pleno tempo quaresmal que vivemos o Dia da Cáritas. Com afeito, é também na quaresma que a Igreja nos lembra a necessidade de não esquecermos a dimensão cristã da partilha.

N/D
27 Fev 2005

E, com este DIA diante de mim, dei comigo a pensar na epopeia que a Igreja vem cantando ao serviço dos homens, através dos tempos.
Assim:
Tem valido a tantos caídos na berma da estrada e a tantos explorados nos caminhos da vida;

Tem ido, maternalmente, ao encontro de tantos que andam por aí perdidos – solitários, sem-abrigo, escorraçados;

Tem dado pão a tanto homem com fome, água a tanto homem com sede, casa e agasalho a tanto homem com frio;

Tem ajudado o homem a crescer (tanto homem vazio!), a ser cidadão, a ser gente;

Tem proclamado, promovido e defendido a dignidade do homem e da sociedade, quantas vezes, a preço bem caro;

Tem corrido, pressurosa e maternal, a acudir a pessoas, grupos e povos, em situação de calamidade;

Tem-se situado no meio das gentes esquecidas, exploradas e escravizadas, sendo, em muitos casos, a única luz que brilha nos caminhos da sua história difícil;

Tem levantado a sua voz, lembrando aos responsáveis a solidariedade que deve comandar os sistemas económicos;

Tem iluminado e por vezes inquietado o mundo com valiosos documentos do magistério, sobretudo, papal.

Por tudo isto e por tanto mais do que se vê e do que se não vê.

Creio na Igreja, que também sou, que de tantos modos,

Tem procurado ser no mundo

O Rosto Materno de Deus.




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