Fotografia:
A morte da Irmã Lúcia

O povo manifestou onde e com quem tem a alma

N/D
27 Fev 2005

Mais uma vez, «Coimbra foi uma lição»!… Não de ideias abstractas ou de teoremas ajeitados, mas de amor e de sentimento populares.

Serviu de aula, a morte da vidente Lúcia.

Como de costume, após o desenlace, surgiram logo os «fazedores de telenovelas», no quotidiano da vida lusitana.

Mas… no dia seguinte, por altura do funeral, a «alma da nação» colocou um ponto final, na encenação da peça.

Foi uma autêntica lição da Coimbra doutora, que não partilha o homem, mas que sabe conjugar a vida com a fé, o corpo com a alma.

Coimbra ensinou que, se o governo é laico, o povo não é; ensinou, ainda, que o luto não é uma cor, um modo de vestir, um velório ou qualquer outro código social de tristeza, mas, sim, um sentimento que parte do mais íntimo do ser e impede quaisquer manifestações de regozijo.

Ensinou também que as pessoas dispensam tutores e gozam da liberdade de escolher o que pretendem fazer.

Tanto quanto julgo saber, quer a Irmã Lúcia, quer o Carmelo, não convidaram ninguém para o funeral.

Contudo, desde o Santo Padre ao Presidente da República, do Governo a autoridades civis, todos se fizeram, – e bem -, representar, inclusive alguns que falavam em «oportunismo político».

O povo manifestou onde e com quem tem a alma.

Coimbra ensinou, a quem ainda não sabia, que a Irmã Lúcia, como a Amália e a Madre Teresa de Calcutá, embora humildes, não são pessoas quaisquer, mas mulheres que entraram no domínio público e que povos de todo o mundo respeitam e estimam.

A Lúcia faleceu, no dia 13 de Fevereiro de 2005.

– Como explicar o «dia 13»?…

Para os incrédulos do fenómeno das aparições, tratar-se-á de mera coincidência, quiçá, de acção concertada.

Para os crentes, sabendo que Deus fala através dos factos, é mais uma prova, embora desnecessária e não reclamada, da veracidade e da transcendência das aparições.

Só por si, o facto nada diria.

Mas, se atentarmos que todas as aparições sucederam nesse dia; que o mês de Fevereiro tinha outros dias; e que a vidente pedia a Deus para entregar a alma ao Criador num dia 13, o facto não deixa de provocar uma determinada sensação.

Claro, que acredita quem quiser.

Aliás, em todas as paróquias de Portugal, há celebrações litúrgicas nesse dia, para os crentes rezarem à Virgem e, como a Lúcia, Lhe poderem perguntar:
– Vocemecê, que me quer?…
Esta expressão juvenil e popular é riquíssima!…

Na forma e no conteúdo; na relação e na sinceridade!…

– Que rica oração, para um militante!… Quatro palavras, à espera duma ordem, uma expressão humilde de sujeição ao desígnio de Deus.

A pergunta supõe, depois, uma resposta da Lúcia.
– Foi a cópia fiel do «Fiat» da Virgem.




Notícias relacionadas


Scroll Up