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Motivos… e apeadeiros

No tempo da “velhinhas” automotoras a Die-sel, Barrimau tinha 11 comboios que faziam serviço directo Braga-Porto.. E quando o Ramal de Braga estava em obras, bastava entrar num comboio que dissesse “Famalicão”, e era seguro que este parava em Barrimau e nas restantes paragens! O verdadeiro Serviço Suburbano, como deveria de ser!

N/D
26 Fev 2005

Quando o ramal foi inaugurado, a 22 Abril, com via dupla, modernizada, com comboios eléctricos novinhos em folha.. passámos, de um dia para o outro, a ter apenas seis comboios, metade ao início e a outra metade ao final do dia.

Ao longo do dia e depois das 20h00, Barrimau ficava a ver os comboios passar… Nove comboios que deviam parar em todas, não paravam porquê?

Actualmente, e desde 6 de Junho, há mais uns dois comboios com paragem às 14h00 e às 16h00. Mas o panorama geral, esse manteve-se… E se falarmos dos fins-de-semana, e tendo em conta Famalicão, a oferta baixa de 23 para 11!…

Uma média de um comboio de duas em duas horas. Onde está a qualidade de serviço?

Se o comboio deve existir para servir a população, que o alimenta, que o paga, que o mantém pagando os impostos que alimentam o permanente prejuízo anual CP, então porque desprezar apeadeiros como Barrimau?

Porquê fazer um comboio com todas as paragens excepto quatro apeadeiros, se o tempo total de viagem se mantém o mesmo, em relação a um comboio que pare, de facto, em todas?

Tome-se como exemplo o das 5h07 e das 6h07 em Braga. Demoram ambos exactamente 1h13 a chegar a S. Bento, embora o primeiro despreze quatro paragens!

Qual a vantagem de termos comboios a passar em marcha lenta por Barrimau, para estar quase três minutos parados em Esmeriz? Como são servidas as populações de Ferreiros e Mazagão, com nove comboios a passar sem parar, ficando estes na Aveleda quase quatro minutos parados?

Qual a vantagem de ter um comboio a passar a 140km/h na Portela, se depois ele fica dois minutos e meio parado na Trofa, várias vezes sem sequer efectuar cruzamentos?

Estará de facto um cliente que trabalhe no Porto bem servido, tendo o último comboio para regressar a casa às 22h00 da noite? E nem este o deixa em casa, se o passageiro tiver o azar de viver num dos quatro apeadeiros “ostracizados”?

Não seria mais lógico que pelo menos o último comboio da noite parasse, de facto, em todas, funcionando como a última oportunidade para o almejado regresso a casa?

Qual é afinal o critério que valida a diferença para o eixo de Aveiro e Cete, que tem o último comboio quase à 1h00 da manhã?

Ter o último comboio às 22h00 é justo quando comparado com estes? Braga e Guimarães não têm igual direito de poder regressar mais tarde?

O comboio tem de apelar ao cliente esporádico, manter fidelizado o cliente regular e chamar até si o não-cliente, o não-utente. Já pararam para pensar nos não-utentes, perguntando-lhes porque não são utentes?..

Talvez seja porque com opções como estas, de cortes “aleatórios” de apeadeiros e
horários pouco frequentes e nada adequados, não se consegue cativar ninguém.

Provavelmente..

Poderei eu esperar por respostas a estas questões pertinentes? Acho que vale a pena pensar nisto.
 




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