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Há episódios muito deselegantes!

Podemos ser muito sérios, mas nunca devemos ficar ofendidos por alguém, sobretudo desconhecido, nos exigir a identificação em caso de acidente

N/D
26 Fev 2005

A palavra deselegante contrasta com determinadas situações em que se olha para uma pessoa que, “a priori”, exterioriza um cavalheirismo que parece incontestável pelo seu porte e pela sua apresentação para logo a seguir cair no ridículo com atitudes prepotentes, pensando que a razão se alia ao poder financeiro, aos luxos, aos sinais exteriores de riqueza, não permitindo um diálogo franco e aberto, não aceitando, ainda, situações dúbias que possa haver em determinadas circunstâncias.

Hoje vou falar da falta de civismo de muitos automobilistas que não sabem respeitar os seus congéneres quando viajam e provocam situações muito desagradáveis. Andar na estrada não é só respeitar o código.

Há normas cívicas de elevada importância que devem ser tidas em conta. Por vezes, há agressões verbais, físicas e, em certas circunstâncias, mortes por coisas insignificantes, sem a mínima justificação, sobretudo em caso de acidente, estacionamento, ultrapassagens, disputas de velocidade…

Existem acidentes em que não há a mínima dúvida da sua culpabilidade, mas mesmo assim há indivíduos que não sabem assumir as suas responsabilidades, levando a situações um pouco caricatas, quando tudo se podia solucionar amigavelmente.

A falta de paciência também se verifica muito nas nossas estradas: automobilistas que não são condescendentes, irritam-se por tudo e por nada, pensando ser os melhores, não admitindo qualquer falha insignificante, por exemplo, de alguém que não conhece a zona e se orienta pelas placas para chegar a determinada localidade, andando numa velocidade moderada.

São esses que conduzem com destreza onde conhecem, mas que fazem precisamente igual ou pior em locais desconhecidos, por isso tenhamos calma e sensatez quando conduzimos a nossa viatura. Lembremo-nos que não somos os melhores.

Outros gabam-se da rapidez a chegar a determinada localidade, como se isso fosse sinónimo de um bom motorista, mas deviam calar-se, pois estão a contribuir para se auto-destruírem e destruírem os outros, contribuindo para a alta sinistralidade nas nossas estradas.

Quantas ocasiões se podem evitar muitas situações que se tornam complicadas por nossa própria culpa? Às vezes, determinados condutores e alguns conduzindo carros novos, topo de gama, habituados, com certeza, a grandes continências, julgando-se senhores absolutos, intocáveis, provocam distúrbios desnecessariamente.

Pessoas que, à partida, parecem cheias de boas maneiras e que deviam dar o exemplo, agem agressivamente a qualquer problema, sendo intocáveis, entendem ser os donos da razão.

É evidente que é necessário ver o “reverso da medalha” e aí há muito que apontar, mas se todos formos iguais as coisas complicam-se cada vez mais.

Já presenciei acidentes em que pessoas culpadas ficam ofendidas só pelo facto de lhes pedir a identificação ou a assinatura do contrato amigável, pois é a maneira mais viável de localizar, posteriormente, a pessoa em questão.

Não aceitam, pensam que estão a desconfiar delas, querendo logo esquivar-se das suas responsabilidades, dizendo que a culpa era discutível, estava mais preocupado com a sua “máquina” do que solucionar aquilo que era ínfimo em relação ao seu prejuízo. Isto tudo por lhes ter pedido a sua identificação mais detalhada.

Nestes casos, se a outra parte reage do mesmo modo é motivo para se gerar ali um grande problema sem a mínima justificação.

Deixemos de criar problemas quando as situações são evidentes. Sejamos os primeiros a prestar toda a colaboração. Podemos ser muito sérios, mas nunca devemos ficar ofendidos por alguém, sobretudo desconhecido, nos exigir a identificação em caso de acidente.

Em qualquer passo que dermos nunca fujamos às nossas responsabilidades e saibamos andar, respeitando as regras básicas de um verdadeiro cidadão responsável, pois o civismo eleva a elegância de um ser humano.




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