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Em caso de aborto, será que o feto sofre?

Neste caso da fecundação artificial, há quem acuse a Igreja de ser retrógrada, quando na realidade ela o que quer é defende a saúde quer da mãe quer do feto, ao mesmo tempo que salva da morte milhares de embriões que, volto a insistir, são verdadeiros seres humanos

N/D
26 Fev 2005

Oneonatólogo italiano Carlo Bellieni, diz que não se pode tratar a “vida pré-natal como de segunda classe”, querendo com isso afirmar que o feto sofre, afirmando o mesmo cientista que o feto é «pessoa».
Podemos também perguntar: que sente o feto? Quais são os seus direitos? O que diz a ciência? A fecundação artificial é inócua? Tudo isto são questões que o doutor Bellieni trata com verdadeiro espírito científico e com abundante documentação no seu livro «O amanhecer do eu: dor, memória, desejo, sonho do feto».

O referido cientista é peremptório ao afirmar que o feto não só sente dor, como se comporta como uma criança mais crescida. Para ele, o feto é um «pequeno paciente», que muitas vezes cabe na palma da mão, quando nasce prematuramente e que infelizmente, apesar dos muitos cuidados, acaba por lhe morrer nas mãos.

Toda a tecnologia não chega e todos os esforços são em vão, mas não deixam de os utilizar, porque o pequeno feto é uma pessoa. Diz Bellieni – só podemos, junto com os pais, baptizá-lo.

O doutor Bellieni afirma que o pequeno feto dentro do útero materno tem olfacto, paladar e sente os ruídos, coisas que recorda depois de nascido.

Afirma também que um feto com 30 semanas de gestação é capaz de sonhar e cientificamente está provado que quando nasce a criança é capaz de distinguir a voz da mãe da voz de um estranho. Os movimentos e a frequência cardíaca variam conforme os sons que recebe através da parede uterina.

Tudo isto nos leva a afirmar que o feto não se «transforma» em pessoa ao sair do útero materno; muda um pouco depois de nascido: entra ar nos pulmões, o sangue já não lhe chega pela placenta, o sangue circula de outro modo.

Tudo isto permite recusar que a vida humana começa só com o nascimento, mas sim que ela começa no momento da concepção, quando se unem o óvulo e o espermatozóide.

Ninguém mais no mundo tem um código genético semelhante a essa célula fecundada.

O ADN do feto é distinto do ADN do pai e do da mãe. Assim, a dignidade humana não é adquirida com a maioridade, ou com o peso ou com o nascimento. Com tal raciocínio, teríamos de excluir, como os nazis ou os antigos espartanos, que só eram seres humanos os perfeitos, os bonitos, e até ao ricos…

Muitos recorrem à negação de que o feto é pessoa, para poderem praticar o aborto ou a fecundação artificial. Neste último caso o que se dá é uma destruição em grande escala de embriões (seres humanos) excedentários. Cometem-se assim muitos abortos de uma só vez.

O nascimento de uma criança por fecundação artificial pode ser a solução para quem deseja um filho, só que este não pode, nem deve ser obtido por qualquer preço. Uma jornalista francesa de «France 2», publicou um livro cujo título diz tudo: «Uma criança, mas não a todo o custo».

De facto os fins não justificam os meios. Também o psiquiatra francês Benoist Bayle alerta no seu livro – «O embrião na maca. Psicopatologia da reprodução humana», para os riscos dessas práticas.

O doutor Bellieni chama também a atenção para os riscos que correm quer a saúde da mãe, quer a do pequeno ser concebido, a quem alguém chamou – o pequeno polegarzinho.

Por isso o referido cientista quer que se diga basta às atitudes anti-científicas que consideram a vida pré-natal como uma vida de segunda classe.

Neste caso da fecundação artificial, há quem acuse a Igreja de ser retrógrada, quando na realidade ela o que quer é defender a saúde quer da mãe quer do feto, ao mesmo tempo que salva da morte milhares de embriões que, volto a insistir, são verdadeiros seres humanos.

Nota: Para estas linhas servi-me de um artigo publicado em «Zenit».




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