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Outro Ponto de Vista…

Nunca fui indefectível de ninguém, mas hoje com a serenidade de quem nunca da política teve outra ideia que não fosse servir, peço a Paulo Portas que continue a liderar o Partido Popular

N/D
25 Fev 2005

O Partido Socialista está de parabéns. Venceu de forma absoluta as eleições legislativas. Agora não tem desculpas, tem sim, a responsabilidade de governar sem subterfúgios e sem falsos álibis.
Contudo, se parabenizo esta liderança por ter sido capaz de convencer a maioria dos votantes, coloco algumas questões que me inquietaram no próprio dia do sufrágio eleitoral.

Recordo num passado bem recente o facto dos eleitores de um dos países mais desenvolvidos da Europa, a Dinamarca, terem escolhido para seu governo uma maioria de centro direita para seu governo.

É de bom tom realçar que a Dinamarca só é um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Mas os modernos somos nós, quando a maioria dos votantes escolhem livremente um espaço de esquerda e de extrema esquerda.

No entanto, existe uma teoria interessante, a do balde, que pode ajudar a compreender o comportamento do nosso eleitorado.

Evidentemente que muitos o fizeram de forma livre e esclarecida, mas muitos houve que foram claramente enganados.

Nós estamos no século XXI, mas o paradigma da maioria de quase dois terços situa-se nos primórdios do século XIX. Algo está mal!…

Quanto ao espaço político em que eu me identifico, a direita moderna, liberal e esclarecida sofreu um claro desaire.

Urge procurar encontrar as razões.

Não me parece que o líder desse espaço político, Paulo Portas, deva abandonar a liderança, aliás, até julgo que a ligeira descida eleitoral não é politicamente significativa. Pode até mesmo ser futuramente esclarecedora.

O Partido Popular, com a liderança de Paulo Portas demonstrou que pode vir a ser governo de forma clara e individual.

Pela competência que demonstrou, pelo sentido de estado que sempre deu mostras e pela resolução dos problemas dos portugueses o CDS/PP, com a liderança de Portas, deu novo alento e sentido ao sonho de tornar Portugal um espaço melhor para todos.

Nunca fui indefectível de ninguém, mas hoje com a serenidade de quem nunca da política teve outra ideia que não fosse servir, peço a Paulo Portas que continue a liderar o Partido Popular.

Como ministro de Estado e da Defesa Nacional fez cumprir Portugal, honrando-nos com o seu trabalho.

Como líder ganhou a batalha de tornar o CDS/PP um partido de Estado, por isso deve continuar para ganharmos a guerra de sermos o governo de Portugal.

PS.: É sintomático que o PSI 20, principal indicador da Bolsa de Valores de Lisboa que reflecte a confiança dos investidores, tenha descido em seis sessões consecutivas, nomeadamente segunda-feira. Sinal preocupante!




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