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A propósito das “Manifestações de Ignorância”

Muitos são aqueles que insultam as pessoas de ignorantes em detrimento de uma resposta correcta e enquadrada na verdade e no espírito do bom senso pela reflexão, pelo sentimento dos factos tão puros como os dois lados de um vidro limpo.

N/D
25 Fev 2005

Não é bom, em nome da sua influência política, social ou profissional, evidenciar características de prepotência e vaidade intelectual. Jamais alguém foi feliz neste modelo de comportamento racional.
“As pessoas não querem que se lhes dê lições. É por isso que não compreendem agora as coisas mais simples. No dia em que o quiserem, verificar-se-á que são capazes de compreender também as coisas mais complicadas. Até lá, as instruções são: continuar a trabalhar, discutir o menos possível. Com efeito, só poderíamos dizer a um indivíduo: você é um imbecil, a outro: você é um patife, e há boas razões que excluem a realização expressiva de tais convicções.

Sabemos, de resto, que estamos diante de pobres diabos, que receiam por um lado chocar, prejudicar as suas carreiras e que, por outro lado, se encontram acorrentados pelo medo do que está recalcado neles próprios. Teremos de esperar que todos eles morram ou se tornem lentamente minoritários. De qualquer maneira, o que acontece de fresco e de novo é a nós que pertence”.

Palavras de Sigmund Freud que dedico aos “mestres” ou aos “engenheiros” da iluminação cerebral pela ressuscitação em modelos de inovação organizacional na vida activa deste país, lamentando que situações onde o insulto é característico de uma patologia de habituação pessoal, não tem cabimento numa sociedade cívica, instruída e respeitada quando pretendem agir de forma macabra o “afogamento” do debate das ideias ou o trabalho realizado por outros.

Porém, o medo é só consciente se deixarmos que a ignorância tome conta de nós. A ignorância é a mãe do medo, pois nos faz ver “monstros onde apenas existem sombras”.

Não me sinto nada ofendido por ser ignorante, porque o meu medo é ter conhecimento demais para ter armas mais que suficientes para abater as “sombras”.

Ignorar os muitos dizeres complexos das suas realidades que muitos fazem das concepções da vida, com pessimismo e descrédito, é ignorar a própria condição da crise existencial. Às vezes é melhor fazer-se de ignorante do que perceber o comprimento do desastre e cair em desespero profundo.




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