Fotografia:
Fumaça

Emprestaram-me a edição italiana do “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”, publicado no passado mês de Outubro. Nele, a Igreja diz «a palavra que lhe cabe» sobre a vida social.

N/D
24 Fev 2005

Deveria, por isso, estar quanto antes ao alcance dos agentes da pastoral e do público em geral, de modo que os seus temas possam ser incorporados na formação, nas homilias, etc.
É provável que a edição portuguesa esteja a ser preparada, ainda que não tenha qualquer notícia sobre o assunto. A urgência faz todo o sentido: a luz é para se colocar no candelabro e não sob o alqueire. Quanto antes, até pelo ambiente que vivemos, a reclamar esclarecimentos atempados.

Longe vai o tempo em que a Igreja podia andar devagar, pois que outros estavam quase proibidos de se mexer. Hoje não é assim e não temos de lamentar-nos por isso; temos, isso sim, de saber agir, entrando nas livrarias, nos media e nas praças. O que não podemos é ficar à espera que venham tocar à campainha da nossa porta, a ver se está alguém em casa…

Falta-nos agilidade. Parecemo-nos com um grande e luxuoso paquete que se movimenta nos mares, mas não pode entrar em qualquer porto. Enquanto isso, a nosso lado vão passando as lanchas rápidas, não valendo de nada ficarmos a gritar que levam contrabando!…

Talvez seja um dos últimos líricos mas, neste caso, espero morrer impenitente: continuo a acreditar que é possível traduzir depressa, resumir com fidelidade e qualidade, servir o pensamento da Igreja a tempo e horas e não como uma patanisca ressequida ou um rissol rançoso.

É uma pena, mas hoje qualquer Junta de Freguesia ou clube de bairro nos pode dar lições de actualidade. Depois, porque não agimos, passamos o tempo a reagir ou a corrigir…

Com armas de carregar pela boca, ainda damos o tiro, mas já lá não está o coelho!…

Como diria o saudoso Almirante Pinheiro de Azevedo: «É só fumaça!…»




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