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A tolerância e a política

Prefiro a tolerância com limites à tolerância sem limites, que tudo permite e justifica com o já cansativo “politicamente correcto”.

N/D
18 Fev 2005

A liberdade tem limites e implica responsabilidade nos actos, entendimento na exigência, prudência no exercício. Após o período revolucionário, sucedem-se alguns excessos, justificados como actos em defesa dos trabalhadores. Mais tarde vieram os saneamentos, mais ou menos políticos e, finalmente, as reintegrações com pagamento de indemnizações.

O entendimento do conceito de liberdade, o respeito pelos direitos, a prudência nas decisões, tardaram em chegar e foram por vezes lamentáveis os actos cometidos, justificados em nome de uma liberdade que não havia sido explicada ou entendida.

Só assim se entenderão o desenvolvimento político posterior, os movimentos ou partidos que entretanto foram surgindo e desaparecendo.

Não ouso caracterizar um passado recente, que a história, os políticos e sociólogos certamente um dia desenvolverão de forma adequada…

A normalização política permitiu, entretanto, a consolidação e estabilidade económica, com um país organizado e capaz de assumir o seu futuro.

Daí o caminho para uma Europa a quinze ou vinte e cinco, com as adaptações necessárias, motivadas pela evolução, organização, desenvolvimento e modernização de todo o sistema, visando um futuro de bem estar social e progresso económico.

No balanço a fazer até ao momento presente, a precariedade no emprego, a exclusão social, as falências e a reestruturação de EP’s tiveram como resultado um desemprego crescente, causador de instabilidade social, perturbador da paz na família e responsável por situações de pobreza, miséria e fome.

A retoma económica tantas vezes anunciada e recentemente admitida ao mais alto nível, só terá resultados práticos quando surgirem indícios de bem estar social, até agora universais.

Acredito que seja positivo o balanço dos trinta anos pós-revolução; mas julgo que muito há a fazer em sectores vitais como educação, saúde, emprego e segurança social.

Em pleno século XXI, urge dar ao país o que a Constituição foi prometendo e os políticos foram por vezes adiando.

Os portugueses continuam à espera de uma estabilidade económica, que parece uma miragem à medida que os anos passam.

É um dever de todos os cidadãos a participação nos actos eleitorais, como resposta e escolha de projectos e representantes capazes de conduzir o país ao tão desejado progresso.

Trinta anos passados a marcar passo ou andar em marcha lenta devem dar lugar a uma evolução constante e sem períodos de instabilidade social. Ao olhar para o passado reconhecemos a evolução, mas sente-se que muito ficou por fazer e nem sempre as opções foram acertadas…

Esperemos que o poder dê o exemplo em matéria de investimento e poupança, sem esquecer os deveres que lhe advêm da própria Constituição, relativamente às incumbências do Estado, na área social e apoio aos que mais precisam.




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