Fotografia:
Que grande desassossego

Somos moradores da Rua do Fujacal há 18 anos, e nunca vimos nesta mesma rua tão grande falta de responsabilidade.

N/D
15 Fev 2005

O que se sucede, é que um senhor decidiu comprar a loja, onde está incluído um armazém na cave, que se situa por baixo do nosso prédio. Até aqui, tudo bem, pois está no seu direito. Esse mesmo senhor decidiu fazer da loja um minimercado, ao qual deu o nome de “Pomar Verde”.
Ora, o nome foi bem atribuído, pois o passeio da nossa rua passou a ser um verdadeiro pomar. A fruta ocupa um metro do passeio, quando o limite estipulado por lei é apenas de 30 centímetros.a

Este facto até era suportável, se o dono do estabelecimento não tivesse um monta-cargas colocado sem a autorização do condomínio, a funcionar de cinco em cinco minutos, ouvindo-se em todo o prédio, assim como nos prédios vizinhos.

Mas estaria no seu direito, se não provocasse um tremendo barulho e se estivesse dentro do horário de trabalho. O que ainda não conseguimos perceber é qual é, então, o horário de trabalho, já que abre às 8h00 e fecha às 23h00, permanecendo no estabelecimento até altas horas e fazendo o monta-cargas funcionar dentro desse mesmo horário, para não falar dos feriados e Domingos. Quando me refiro a feriados, quero mesmo dizer todos os feriados, incluindo Natal, Páscoa, etc., etc.

Este senhor colocou nas traseiras do estabelecimento uns motores, os quais não sabemos para que servem, que funcionam todo o dia e toda a noite, impossibilitando as pessoas, que têm os quartos virados para o mesmo local, de dormir. O mesmo acontece na parte da frente, onde também estão colocados motores, mas desta vez dentro da loja, que provocam o mesmo efeito ao longo da noite, às pessoas que têm os quartos virados para a frente.

Fizemos chegar às instituições competentes que resolvem estes problemas as nossas queixas; mas, para já, nada fizeram a não ser tirarem a fruta que ocupava o passeio da rua (que voltou a colocar), incluindo uma barraca que se situava na via pública onde guardava botijas de gás.

Após falarmos várias vezes com a PSP, estes, já cansados de ouvirem as nossas queixas principalmente aos fins-de-semana, aconselharam-nos de modo irónico, a mudarmos de casa…! Será esta a melhor solução? Se alguém estiver interessado a contribuir de forma monetária, até pensaríamos no caso. Comprar uma casa não é o mesmo que ir à padaria, e além do mais, somos seis inquilinos.

Só esperamos que o proprietário do estabelecimento ganhe um pouco de consciência e pense nas pessoas que passam nesta rua todos os dias. Esperamos também que comece a ter respeito pelos vizinhos, pois tem que pensar que existem pessoas que moram por cima ou ao lado do seu estabelecimento.

Maria de La Salete Araújo Gonçalves Pereira
Armando José da Silva Pereira
Maria Cristina Santos Ferreira
Catarina Silva Oliveira
Carlos Filipe Santos Carvalho




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