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Nótulas soltas da minha agenda

1″Uma questão de consciência” é uma Carta Aberta de um grupo de católicos que está a ser divulgada pelo país, neste momento de campanha eleitoral (cf. D.M. – 05.02.09).

N/D
14 Fev 2005

É tempo de os Católicos despertarem. Chega de “beatério” cretino, analfabeto e inconsciente. Lorpa! Os Cristãos são Homens que devem andar informados e procurar formar-se. A Doutrina Social da Igreja não pode continuar a ser uma área desconhecida por parte dos baptizados. O pluralismo é um bem. A diversidade enriquece.
O unanimismo empobrece. Mas há questões, essenciais, onde não pode haver divergências: a vida/ aborto/ eutanásia/ exploração sexual…; a Família, estável, baseada na conjugalidade assente na heterossexualidade; o direito dos pais poderem escolher a escola que pretendem/ dever de os Pais saberem lutar por estes direitos; a exploração da mão-de-obra e o não pagamento do justo salário/ desemprego…

Obviamente que não é simpático tomar posições “contra a corrente”. Porem, é um dever! Não tenhamos medo de “intimidar” os políticos que preferiam que concordássemos sempre com eles. E muitos querem calar-nos! Recordo, o episódio do P. Lereno, da paróquia de S. João de Brito (Lisboa), numa homília clara que proferiu há poucos dias e vejam-se/oiçam-se as vozes que se levantaram querendo calar aquele presbítero!… De facto, há questões de consciência que impedem de nos silenciarmos.

2. Li, e gostei, “Portugal, o medo de existir” de José Gil. Não concordei com o cenário que nos remete para os 40 anos do regime autoritário que acabou… há 31 anos! A nossa maneira de ser é anterior àquele regime. Sempre fomos temerosos na afirmação dos nossos valores. Fazemos de tudo e de todos um “muro das lamentações”.

Queixamo-nos sempre dos … outros. E, sobre a inveja, temos conversado! Achamos que o mal está sempre nos outros que têm de se mudar… mas nós ficamos na mesma.

Cruzamos os braços à espera… À espera que o Estado, a Escola, o vizinho, o patrão, o marido, o filho, a nora… às vezes até o cão da vizinha nos resolvam os nossos problemas. Foi assim, no século XIX (leia-se ou recorde-se a leitura do Eça ou Ramalho Ortigão!). Foi assim o fim da Monarquia e o princípio da república. Foi assim no pré-salazarismo e no salazarismo. O “Caetanismo” não foi excepção. O período revolucionário de 74 continuou e ampliou esta idiossincrasia. E por aí fora. Até agora. Será assim no futuro?

3. Fazem-nos falta mais “Histórias da Vida” que Jorge Tinoco escreveu e a Santa Casa da Misericórdia de Amares editou. As memórias dos homens são páginas da História que se perdem quando de morre. E a História não pode ser bem interpretada sem as estórias e a história do dia-a-dia. Parabéns Jorge Tinoco. E um pedido: escreva.

Escreva como até agora. Registe mais memórias. O Futuro agradecerá! Como agradece a Santa Casa da Misericórdia de Amares que se esgote esta edição. È que os direitos de autor vão para esta simpática e prestimosa instituição.




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