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Caro Alfredo,

Entrámos na Quaresma, o que não constitui novidade para ninguém.Durante este tempo, somos convidados pela Igreja a parar um pouco e a reflectir.

N/D
13 Fev 2005

Não achas que este é um conselho salutar para nós que, mais que em qualquer outro tempo, andamos afogados em mil coisas e agora, ainda por cima, bombardeados pelas propagandas eleitorais?

Já que falei nisto, até te aconselharia a pôr na lista das tuas reflexões o próximo acto eleitoral. Claro que vamos todos votar. Trata-se da sorte do país, da sorte de todos nós e, por isso, não podemos faltar. O que é de todos por todos deve ser responsavelmente assumido.

Posso contar-te uma história? – Um dia, dei uma boleia a um jovem universitário e, no meio de uma muito facetada conversa, ele disse-me cheio de garbo, que não queria nada com a política.

Habilmente, levei-o a dizer-me mal de mil coisas da governação e chegou a anunciar-me que, por mais que uma vez, tomara parte em manifestações estudantis, contra o sistema da política da educação.

“Mas, não estás a ser lógico, Jorge. És um inconsequente e um egoísta. Tu que não queres nada com a política, perdes a legitimidade de protestar contra o que quer que seja”. Na verdade, não podemos abdicar deste dever de votar, deste direito de votar, que custou tanto a conquistar.

É claro que temos que pensar muito em quem votar. É que nem todos os projectos nem todas as filosofias dos partidos são os que garantem mais e melhor o Bem Comum dos cidadãos, em cujo conteúdo está também e sobretudo o respeito pelos valores fundamentais da pessoa e da sociedade.

Não irás igualmente esquecer o tema que o Santo Padre – que Deus melhore e conserve – nos ofereceu para esta Quaresma: “Deus é a vida e a longevidade dos teus dias”.

Trata-se de um pensamento do Antigo Testamento, que canta o valor da vida em qualquer das suas fases, e, duma forma especial, nas fases mais avançadas.

É verdade que não falta em que pensar.

O principal é querer…




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