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Já pensei: irei votar

É verdade: após alguma reflexão, feita uma consulta do meu dever cívico ou de cidadania, entendo que sem pensar em vitória ou derrota a não ser da minha Pátria, devo votar e irei fazê-lo, podendo ainda dispor de mim…

N/D
12 Fev 2005

Não perdi tempo a escutar os propagandistas políticos. Infelizmente já aprendi bastante, nestes trinta anos de proclamada democracia. Já ouvi muitas promessas enganadoras, muitos propósitos sedutores, muito palavreado eloquente, mormente por ocasião de jantaradas…
Já tenho dados – asses repetidos – fornecidos por todos os quadrantes políticos que me obrigam a duvidar de muita coisa que oiço… Comparados uns com os outros no que prometem e fazem ou não fazem, não os vejo todos com igual estatura moral…

Nestes trinta anos de regime democrático, sucedâneo do antigo regime centralizado e centrípeto, já conheci, por palavras e actos, muitos e variados políticos… Destes, uns tantos quase me convenceram, não menor número me desiludi e até não faltaram aqueles em quem nunca acreditei nem acredito…

Já que o voto, quando sincero, livre de influências estranhas, sem o vírus da partidarite, nem do compadrio, fala do seu autor e contribui para a soma das mais diversas sensibilidades, eu que não sou militante de nenhum partido, que não tenho familiares na Política nem procuro promoções com o meu voto, irei mais uma vez, fornecer por escrito qual seria a minha vontade…

Rejeito o chamado “voto branco”. Para votar branco nunca eu sairei de casa…

Também não me interessa o chamado “voto de utilidades”. Clubes grandes ou pequenos – todos devem saber viver pacificamente… O campeonato é mais feito com os não-campeões do que com os levantadores da taça…

A quem darei o meu voto!? Com que direito quererias tu sabê-lo, prezado Leitor?

Podes ter a certeza de que, ao votar me cingirei exclusivamente ao que me ditarem a cabeça, o coração e o amor-pátrio. Evocarei, certamente, pessoas e obras… Estas, sobretudo, constituem para mim o argumento mais inabalável…

Terei presente no meu espirito quem não fez mais porque não pôde e quem pouco ou nada fez ou o fez mal… Tentarei distinguir quem se me afigura amigo e defensor do Povo de quem deste se tem servido apenas para caçar votos e nada mais…

Se “palavras voam mas obras permanecem”, serão estas o critério para a minha opção. Como cidadão português desejaria no Poder aqueles que me parecem mais capazes de tornar Portugal um país mais livre e próspero e ordeiro…

Como vianense, não esquecerei quem bem nos fez…




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