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As questões fracturantes

Os portugueses têm o direito de conhecer as opiniões dos líderes e dos partidos políticos, para poderem escolher com convicção o programa de governo em que querem votar

N/D
12 Fev 2005

Os portugueses estão a ser confrontados com a campanha eleitoral promovida pelas várias forças partidárias concorrentes ao sufrágio do próximo dia 20 de Fevereiro.

Depois de uma pré-campanha pouco interessante e até, em certa medida, «repugnante», devido aos «contos e ditos» acerca da vida pessoal dos candidatos a primeiro ministro.

Após o debate entre os líderes das forças partidárias com maior peso eleitoral, nas últimas eleições parlamentares, parece que a questão dos boatos foi sanada, ou talvez, passasse para segundo ou terceiro plano, esperemos.

Contudo, no tão esperado debate, transmitido pela SIC e pela Dois, e retransmitido em diferido por outros canais por cabo, e em directo por muitas estações radiofónicas, saltou para o ar o problemas das «Questões fracturantes da sociedade portuguesa», que são, na opinião do líder do PSD, o aborto, a eutanásia, a clonagem humana.

Ele até «embaraçou» o líder do PS com uma entrevista dada por ele em Julho passado, salvo erro.

Todos sabemos que estas «questões fracturantes» são assuntos transversais e de interesse amplamente abrangente, havendo na maior parte dos partidos pessoas a favor e contra o aborto, a eutanásia e a clonagem.

São assuntos muito importantes, pois a sua defesa ou recusa representam modos de ver e de entender o que é a vida humana, a sua dignidade, personalidade jurídica e unicidade.

Os portugueses têm o direito de conhecer as opiniões dos líderes e dos partidos políticos, para poderem escolher com convicção o programa de governo em que querem votar.

Não pode acontecer, como em 1998, que fomos chamados a Referendo sobre o aborto, sem que em 1995, constasse a sua referência, nos programas eleitorais do partido vencedor dessas eleições.

É preciso «jogar» com clareza e rectidão. Não se pode pedir o voto dos portugueses, sem lhes explicar coisas como estas, as quais, alguns, querem «remeter para a consciência pessoal» questões que dividem profundamente o povo português.

Os cristãos, como seguidores do Senhor da Vida, defendem uma Cultura da Vida, ou seja, uma cultura em que a Pessoa Humana, em qualquer dos seus estados de existência (da intra-uterina à velhice), tem a primazia, devendo por isso ser defendida e promovida.

Se os cristãos são mais de 85% dos portugueses, porque é que continuam calados, sem fazer ouvir a sua opinião e voz, deixando que algumas «minorias», – sem desprestígio para elas -, imponham as suas vontades e modos de entender a vida humana e o viver em sociedade.

É altura de «levantar de novo o esplendor de Portugal», como se canta no Hino Nacional, mas este esplendor só aparece quando a Pessoa Humana é o centro e o motor da sociedade.




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