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Em defesa da Casa do Gaiato

Desde jovem, e já lá vão mais de 30 anos, que conheço e acompanho a obra do glorioso e imortal padre “Pai” Américo: projecto nascido e criado por sua dedicada vocação e enorme entrega aos rapazes mais desfavorecidos, para que usufruíssem de uma vida mais digna e humana.

N/D
11 Fev 2005

Ainda recordo que quando tinha 14 anos tive o privilégio de visitar esta grandiosa obra – a Casa do Gaiato de Paço de Sousa. E, praticamente desde essa altura, passei a receber o “nosso” jornal, quinzenal, e tornei-me assinante.
Nos últimos tempos, com o complicadíssimo caso ocorrido na casa Pia, que continua sem ser rápida e urgentemente resolvido, alguém (ainda não sei bem porquê) resolveu levantar calúnia sobre a grandiosa obra do Gaiato.

Não tenho qualquer objecção a colocar perante dúvidas que possam ter surgido; mas a forma e o modo como “alguém” pretende investigar e decidir não foi, nem é, a mais correcta. Os jornais, os jornalistas (alguns) deram o alerta e, sem ouvirem e falarem com os responsáveis da obra, opinaram e difamaram, a “torto e direito”, passando para a opinião pública uma imagem bastante degradante e ofensiva.

Estranhei, fiquei surpreendido e incomodado por tanta falta de respeito.

Há cerca de um mês, ouvi através da RTP2/Rádio Renascença, o responsável da Casa do Gaiato, do Tojal, área de Setúbal, a confrontar-se com tantas suspeitas, defendendo e justificando, serenamente e com firmeza, tantas calúnias apontadas.

Teve a coragem e a dignidade de dizer que estava disponível para receber e mostrar as instalações de tão gloriosa obra, que merece todo o respeito e muito mais do grandioso fundador.

Não coloco dúvidas que algo tenha acontecido, porque onde existe muita gente não é fácil controlar e saber e ver tudo o que se passa; mas não tolero que se pretenda “fechar” estas casas e interditar que recebam qualquer outro jovem; nem ver difamar e denegrir uma obra que merece respeito e dignidade de quantos conhecem as suas causas.

Os responsáveis superiores da Segurança Social, o ministro da tutela e o presidente do Tribunal de Menores não podem nem devem andar a reboque dos órgãos de comunicação social, que por mais que o não queira dizer, só pensam e desejam no imediatismo e quase sempre pelo lado do “bota abaixo”, pela parte negativa.

Porque é que nunca fizeram e visitaram esta grandiosa obra, que é do País, e merece todo o respeito, divulgando a todo o público português tudo o que de bom e útil se tem feito e construído, formando e criando grandes homens? É preciso fazer pedagogia pela diferença, realçando valores e métodos que o nosso imortal “Pai” Américo construiu e cuja continuidade delegou em homens da Igreja que deram e dão toda a sua vida, em prol dos desprotegidos; e à parte de outro tipo de vida que, para eles, seria muito mais simples.

Bem hajam; e podem contar comigo, porque continuo a confiar em vós, já que mereceis todo o meu respeito e estima.




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