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Renovar a Esperança

O Carnaval vive-se hoje. Um pouco por todo o lado exteriorizam-se fantasias. Amanhã, Quarta-feira de Cinzas, inicia-se a Quaresma, tempo de recolhimento, meditação e penitência.

N/D
8 Fev 2005

Por coincidência, Portugal assiste a uma campanha eleitoral para Eleições Legislativas antecipadas. Uma oportunidade acrescida para que cada cidadão, serena e conscientemente, assuma a sua responsabilidade e mergulhe mais profundamente nas diversas propostas emanadas das diferentes forças políticas.

Se o fizer, estará melhor esclarecido e mais apto a cumprir o dever cívico de votar em 20 de Fevereiro. A expressão do voto é o cerne da democracia. A sua utilização é um direito e um dever a que ninguém se deve furtar.

Para sermos capazes de renovar a esperança num país mais desenvolvido e justo devemos usar as armas que possuímos e afastar os sentimentos que nos corroem. Alimentar desânimos e pessimismos em nada ajuda a criar um ambiente de confiança, importante para vencer dificuldades.

Portugal, país com mais de oito séculos de história, tem tido ao longo da sua existência crises muito mais longas e duras e tem sabido ultrapassá-las. A mais negra culminou com a perda da independência e, até essa, fomos capazes de reconquistar em 1640.

Hoje, fruto de uma conjuntura interna desfavorável fortemente condicionada pelo que se passa na Europa e no Mundo, fomos confrontados com problemas que nos trouxeram arrefecimento económico, desemprego e, em consequência, algum mal- estar social. No entanto há sinais evidentes de que o pior já passou e que tempos de maior prosperidade se avizinham.

Encarar a vida procurando vivê-la com alegria e o melhor que soubermos dará, por certo, um bom contributo para que possamos olhar o futuro com um lúcido optimismo.

Acresce que ela é sem dúvida o nosso maior bem. Se a desperdiçarmos sem lhe darmos a atenção que merece, passaremos um pouco ao lado da racionalidade que pensamos ser exclusiva do ser humano.

O povo português além das qualidades que o levaram sempre a superar os maiores reveses é, também, maioritariamente religioso. Tradicionalmente católico, convive sem problemas com outras minorias religiosas e com agnósticos e ateus.

Mas, porque é essencialmente crente, está na hora de escutar os apelos de diversas instituições com grandes responsabilidades na sociedade portuguesa de que destaco a nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa de 14 de Dezembro último e, mais recentemente, o documento da Comissão Nacional Justiça e Paz “Propor a esperança, abrir as portas a um futuro melhor”, que consideram as próximas eleições um momento importante, aconselhando os cristãos a não virar as costas às suas responsabilidades na vida política e a nela participar.

Ambos chamam a atenção para a necessidade de dar um firme combate às atitudes de pessimismo e desânimo que corroem a esperança e hipotecam o porvir. Que todos os homens e mulheres de fé atendam a estes apelos e assumam por inteiro as suas obrigações de cidadãos livres e responsáveis.




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