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A maçonaria em Espanha

No passado dia 28 de Janeiro a Agência Zenit on-line, com sede em Roma, publicou um artigo-entrevista a um historiador protestante espanhol sobre a actual situação da Igreja e da política no país vizinho.

N/D
7 Fev 2005

Segundo a própria Zenit, «para compreender o que está a suceder na Espanha, há que ter em conta a história e a realidade actual da maçonaria, conclui uma pesquisa recém-publicada pelo historiador protestante César Vidal.

Director do programa “La Linterna”, da cadeia de rádio COPE (da Conferência Episcopal Espanhola), Vidal acaba de escrever o livro “Os maçons: a história da sociedade secreta mais poderosa”.

O volume discute, entre outras coisas, a influência maçónica nos acontecimentos mais importantes da história recente espanhola, em particular nos últimos meses, desde que em Março passado foi eleito o governo do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE)». Respigamos agora algumas das perguntas e respostas.

* Poder-se-ia dizer que a maçonaria está detrás da corrente laicista verificada na Espanha?

– O que posso dizer sem temor de exagerar é que a corrente laicista impulsionada pelo governo presidido por José Luís Rodríguez Zapatero compartilha mais que de sobra o anticlericalismo da maçonaria.

* Que papel tem e pode ter [a maçonaria] na União Europeia?

– Enorme se temos em conta que o projecto de Constituição europeia foi impulsionado por um maçom [Valéry Giscard d’Estaing], que excluiu a menção das raízes cristãs do continente e também insistiu na existência de um artigo que submete as Igrejas às diferentes nações, mas livra dessa obrigação as “organizações filosóficas”.

* Onde estão presentes os maçons nos pontos nevrálgicos de nossa sociedade, sobretudo nos círculos económico, políticos, intelectuais e nos meios de comunicação?

– Há sectores que sempre foram objecto de interesse para os maçons. Certamente, a política onde controlam a Internacional Socialista e entraram poderosamente em partidos da direita. Não é menor o seu peso no mundo da comunicação e, muito especialmente, o seu interesse no ensino, na justiça e nas forças armadas.

Uma leitura à situação portuguesa

É digno de reflexão isto que se está a passar em Espanha. Ao nível português entramos em campanha eleitoral e precisamos de coligir com humildade e verdade o mais avalizado leque de informações para saber decidir, votando.

Certamente poderá haver quem possa desconfiar da nossa intenção em trazermos este assunto à liça. Mais do que as tricas de âmbito sexual (ou insinuações boateiras recentes) importa conhecer, discutir e avaliar as pretensões ideológicas – claras ou mais subreptícias – essas sim ninhos de desvarios… mais graves.

Teremos todos de capitular diante de ameaças mais ou menos provocatórias? Para ser, de facto, democrata será preciso esconder a verdade, mesmo que ela seja nua e crua ou dizê-la por metade? A quem interessa ludibriar o eleitorado?

A Igreja Católica tem feito – para além do silêncio – algo mais pelo esclarecimento dos seus fiéis nesta matéria? Não basta combater sem dar razões de compreensão, é preciso ver de que lado estamos sem olhar a rótulos ou a conflitos de interesses!




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