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Casamento homossexual? (II)

Condenar os erros (sejam eles quais forem) mas compreender as pessoas, é uma máxima cheia de sabedoria. Em qualquer ramo do saber, devemos analisar os erros,mas não julgar as pessoas. À ciência não compete fazer juízos de valor, mas apenas ajudar a resolver os problemas

N/D
4 Fev 2005

5 Uma base genética para a homossexualidade? Há quem defenda que pode haver uma base genética que explique a homossexualidade. Certo é que não foram encontradas modificações endocrinológicas características nos homossexuais.

Alguns autores admitem uma morfologia particular nos homossexuais: alguns homossexuais têm um modo de se comportar, um modo de ser e um modo de andar muito característicos. Mas isso ainda não pôde ser demonstrado de maneira evidente. Por outro lado, os desvios de tipo homossexual não podem ser explicados por desordens anatomofisiológicas.

6. Factores que se presumem desencadeantes de comportamento homossexual.
Admitindo que os factores relacionais e sociais se revestem de especial importância para explicar a homossexualidade, Bender classifica a homossexualidade em três grupos:

– os que se identificam com uma imagem parental dominante e homossexual;
– os que se identificam com o progenitor do sexo oposto, sendo que o progenitor do mesmo sexo é rejeitado ou sentido como ausente;
– indivíduos privados de pais durante a sua primeira infância e que só tardiamente se identificaram com um substituto parental do sexo oposto.

Conclusão – desta breve análise, podemos concluir o seguinte: no estado actual dos nossos conhecimentos e com todo o respeito que nos merecem os homossexuais enquanto pessoas, não podemos negar os factos. Assim,

1) Há, efectivamente, na homossexualidade, um comportamento desviante. Chamem-lhe a palavra que quiserem, independentemente de qualquer juízo de valor, mas os factos existem. Não podemos modificar a ordem biológica. O sexo masculino e o sexo feminino existem.

Pelas suas diferenças e complementaridades, estão biológica, anatómica e endocrinologicamente orientados um para o outro e eroticamente atraídos um para o outro. A bissexualidade é um dado primitivo, livre de constrangimento e de perturbação em qualquer cultura e civilização.

É essa a ordem natural para a perpetuação da espécie e é nessa expressão polifacetada de objectivos envolventes da sexualidade que ela é estimulada e cumprida.

2) Serão, então, os homossexuais responsáveis pela escolha alterada da sua orientação sexual? É uma questão muito difícil de responder. Se se viesse a provar que há uma determinação genética desse comportamento, a questão ficaria mais esclarecida. Actualmente, talvez seja mais rigoroso dizer que cada caso é um caso.

3) Ninguém tem o direito de fazer juízos de valor sobre as pessoas, mesmo quando elas cometem erros (e é preciso saber se os cometem). Condenar os erros (sejam eles quais forem) mas compreender as pessoas, é uma máxima cheia de sabedoria. Em qualquer ramo do saber, devemos analisar os erros, mas não julgar as pessoas.

À ciência não compete fazer juízos de valor, mas apenas ajudar a resolver os problemas.

4) Faz sentido o “casamento homossexual”? Nunca faria sentido, mesmo que, futuramente, se viesse a descobrir uma determinação genética deste desvio de comportamento sexual, porque é uma alteração da lei biológica natural.

Se os homossexuais pretendem constituir uma união e assim viverem, temos que respeitar a sua opção. Agora, comparar juridicamente estas eventuais uniões ao casamento é um erro e uma provocação à sociedade.

Não é por se impor uma lei que a natureza muda. Durante muito tempo foi lei que o Sol girava à volta da Terra, mas nem por isso a astronomia mudou…

5) Reconhecer às eventuais uniões de homossexuais, como se fossem uma família natural e biologicamente constituída, a capacidade jurídica de adoptar uma criança é igualmente um erro e uma violentação da natureza, porque toda a criança tem direito e precisa de uma figura materna e de uma figura paterna emocionalmente maduros para poder crescer de forma equilibrada e se identificar com o seu sexo.

O essencial da teoria do Complexo de Édipo, de Freud, não é um devaneio. É um pai e uma mãe que estão na sua origem biológica. É da figura de um pai e de uma mãe que a criança precisa afectivamente enquanto diferenciados e complementares.

Tentar iludir esta questão pode revelar tudo, menos seriedade científica. Por outro lado se, como concluiu Bender (ver n.º 6), há situações sociais que são potencialmente geradoras de homossexualidade, não se iam agora institucionalizar legalmente essas condições perturbantes. Seria mais um contra-senso.




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