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Sonhos e pesadelos dos vieirenses

Li atentamente a opinião do Sr. Carlos Alberto Gonçalves publicada na “Cidadania” de 14 de Janeiro. Referia-se a “sonhos” da Autarquia. Eu esperava que abordasse mais objectivamente os “pesadelos” dos munícipes.

N/D
2 Fev 2005

Enquanto o Dr. Jorge Dantas como Presidente da Câmara, vai repetindo as notícias de reuniões e trabalhos necessários à apresentação de Diagnósticos e Planos de Desenvolvimento Social (não fosse licenciado em Acção Social), o munícipe vai concluindo que estará talvez a preparar algum doutoramento nesta área e lamenta o tempo de sobra para Planos.
Andando pela Câmara desde 1989, não os poderia ter elaborado enquanto chefe de gabinete, vice-presidente, uma vez que possuía qualificações académicas para tal?

Assim, ao tomar posse, implementaria no terreno “os sonhos” que deviam ter sido acalentados pelos autarcas socialistas do 1.º mandato (e já lá vão tantos), para não acrescentar razões que levam a oposição a, muito justamente, se queixar.

Os “pesadelos” dos vieirenses são: “as fabulosas” derrapagens nos orçamentos previstos, o endividamento que cresce, quando é necessário em aproximação de eleições, fazer reparações na rede viária, em infra-estruturas básicas, para calar as queixas das populações.

A gente simples destas terras sabe ver, ouvir e julgar e, felizmente, já deixa escapar que está a vencer o medo de falar. Sabe sobretudo fazer contas e assusta-se ao saber que para 2005 com um orçamento de quase 14 000 000,00 euros, a Câmara tem 9 880 554,03 euros de dívidas à Banca.

E sabe também que enquanto os seus governantes vão fazendo planos e estudos, quem pode vai deixando a terra que ama, parte à procura de lugar onde pode sobreviver melhor, deixa para trás os familiares mais carenciados para engrossar as estatísticas, e os técnicos terem números para apresentar.

É preciso fixar as populações, nomeadamente os jovens, garantindo-lhes aqui o trabalho que vão procurar longe.

É que se isso não suceder dentro em pouco as aldeias esvaziam-se, as propriedades vendem-se, serão algumas ocupadas por pessoas que, no fim de semana trocam o búlico das cidades pelo sossego do campo, e o concelho de Vieira do Minho ficará mais pobre e triste. E perguntamos: Como acordar deste pesadelo?




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