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Caro Alfredo,

Conheço-te bem e sei, por isso, que não vais estranhar a conversa que hoje vou ter contigo.

N/D
30 Jan 2005

Sabes que vamos ter eleições legislativas. Digo legislativas, porque a seguir vamos ter outras que dão pelo nome de autárquicas e de presidenciais.
Quanto à oportunidade das legislativas, levantou-se para aí um grande escarcéu, porque logo apareceu quem dissesse que sim, quem dissesse que não e quem dissesse que talvez.

Não sei explicar bem porquê, mas, há dias, pensando nas primeiras, logo me veio à imaginação um cenário de festa, que incluía no seu programa uma vistosa largada de pombas que logo a seguir se atiravam, ofegantes e contentes, aos espaços.

E vi nas pombas – que tola é realmente a nossa imaginação! – os nossos políticos soltos, e também eles ofegantes e contentes, a correrem os cantos de Portugal, anunciando sacos de boas novas para quem vier a ter o bom gosto de neles votar.

Claro que vamos votar, porque temos de votar. Lá apetecer não apetece nada. Mas não vamos votar por eles, vamos, sim votar por nós, porque somos nós que, em boa verdade, estamos em causa. Daqui, a responsabilidade da escolha correcta. Vamos ser nós com eles, vão ser eles connosco, a remar contra a maré, para que Portugal se reencontre, pois que muito perdido anda.

Realmente, se os políticos que temos tido projectavam levar o povo ao desencanto e ao desânimo, estão de parabéns, porque o conseguiram.

Repito: vamos votar, mas que finalmente, aqueles que escolhermos sintam a valer que acabou o tempo de brincarem com o povo. É que nós mesmos não vamos permitir que tal aconteça.

Que pensas disto? – Eu sou um exagerado. Se não concordas, desculpa. É que os tais também a mim me vêm dando cabo da paciência…




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