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Outro ponto de vista…

Decorridos cerca de 30 anos de vivência democrática, pressente-se alguma falta de serenidade em algumas análises que nos têm sido dadas.

N/D
28 Jan 2005

Para lá do furor esquerdista de uns poucos, sem relevância no contexto da maioria do povo português, alguns vão dando mostras do pior que têm: uma falta clara de convicções.

Contudo, outros há, nomeadamente todos aqueles que se dedicam à causa pública de forma generosa, desinteressada e autêntica, que devem ser merecedores de todo o reconhecimento.

Nesse sentido, a figura de Homem de Estado do Prof. Adriano Moreira ajuda-nos a perceber as diferenças entre homens com convicções e uns outros tantos que só têm convicção de coisa nenhuma.

Salazaristas nos primórdios, marcelistas por conveniência, democratas por convite e tudo mais um pouco conforme as conveniências de momento. Esses, já não nos enganam mais. As suas opiniões valem nada!

Porque o melhor que nos trouxe Abril com a democracia foi também o princípio do fim da impunidade de alguns pseudo-importantes.

Temos hoje, em Portugal, um grau de exigência maior. Somos um povo mais esclarecido, menos sujeito à demagogia enganadora de alguns. Muito embora, ainda, não estejamos no nível mais elevado, o caminho percorrido faz-nos acreditar que estamos no rumo certo.

É por isso ocasião de prestar uma homenagem a muitos que, de forma abnegada, sofrida, mesmo, têm feito por cumprir.

Refiro-me, em especial, aos agentes da justiça, sejam eles força de investigação ou magistrados, que com a sua acção têm demonstrado que, apesar das dificuldades, é possível separar o “trigo do joio” e punir, quando é o caso, os elementos mais nefastos que por aí têm andado.

O tempo da impunidade chegou ao fim e este final de tempo é início de um momento em que passamos a fazer parte do mundo verdadeiramente civilizado.

Este sintoma social e geracional cria-nos novo alento.

Este novo tempo, quero crer, funcionará de forma exemplar, pois os mais novos podem verificar que o trabalho sério e honesto compensa, que as sociedades têm regras para serem cumpridas por todos e, acima de tudo, a igualdade de oportunidades permitirá que os melhores sobressaiam, colocando o seu melhor ao serviço da comunidade.

Haverá melhor forma de comemorar o viver democrático?

Com exigência, seriedade e solidariedade seremos melhores e, também por isso, a nossa integração no espaço exigente da União Europeia valeu a pena.

Aos que fizeram de Portugal uma nova realidade, um novo sentido e uma nova exigência, o nosso preito por tal. Devemos dar aos vindouros um Portugal que, não renegando o seu rico passado, aprende as lições da história e tem futuro.

No momento actual, difícil como tantos outros, a escolha deve ser feita de forma clara. Se ouvirmos os “encantadores de serpentes”, que hoje dizem o contrário de ontem e provavelmente amanhã dirão o seu oposto, estamos arrumados.

Se procurarmos perceber as razões do frenesim de alguns pseudo-intelectuais, então entendemos quase tudo.

A realidade não é preta e branca. As escolhas são relativas. Contudo, parece-me claro que o julgamento político acerca da governação PSD/PP dos últimos três anos da competência do povo deve merecer o veredicto de muito positivo.

Portanto, o que proponho é: não deixar de votar; votar num dos partidos da coligação que tem governado, e bem, o nosso Portugal. Tudo o resto servirá apenas para nos mostrar um filme a que todos já assistimos.

Finalmente, o meu voto será de reconhecimento ao sentido de Estado do CDS/PP.
Eu vou votar no CDS-Partido Popular.




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