Fotografia:
Eu sou António, não me chamo Tone

Já o disse e reafirmo: persiste a dúvida, qual das duas componentes se sobrepõe. Se aquela que de forma positiva se revela através de desenvolvimento vário ou, se a negativa, bem notória na delapidação do país a vários níveis e oportunismo gerado, que deu lugar à obtenção de fortuna fácil, por parte de muitos que, usando uma levíssima capa democrática, praticam actos bem ditatoriais, similares aos de antigamente.

N/D
28 Jan 2005

Nos diversos chavões, usados por via do desencanto gerado, há um que é ouvido amiúde, mais ou menos nestes termos: agora, nem meia dúzia como Salazar conseguem pôr o país em ordem. Que este desabafo sugere uma profunda reflexão, ninguém por certo o duvida.
Já na essência me assumo grande admirador dos bons imitadores. Dos bons, porque, como em tudo, nem todos merecem o citado título. Quando a disponibilidade o permite, no fim da primeira imitação, dou seguimento a ver o programa se o mesmo é do meu agrado. Se me não entusiasmou, sirvo-me do telecomando…

Em data bem recente, no programa “Praça da Alegria”, da RTP, participou um imitador inserido no número dos que prendem até ao fim. Após ter imitado personalidades várias, inactivas e outras, ainda em exercício, todas ao serviço público, o excelente imitador finalizou a tarefa para a qual foi convidado imitando o Professor António Oliveira Salazar.

A terminar o fraseado da referida última imitação, afirmou textualmente: «Agora, querem que eu volte. Eu sou António, não me chamo Tone».




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