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Vamos ao essencial

O Papa João Paulo II recebeu, há semanas, os participantes na assembleia da Federação Italiana de Semanários Católicos.

N/D
26 Jan 2005

Da saudação que lhes dirigiu, destaco dois pontos que reputo essenciais: o apelo a que os jornais católicos contribuam para a edificação da civilização do amor; e o desafio aos profissionais desses meios para que sempre se preocupem com a sua formação ética e cultural, de modo que as suas convicções se mantenham em sintonia com o Evangelho.
Senti particularmente estas recomendações, porque são preocupações que diariamente me apoquentam.

De facto, mais que dar simplesmente notícias, interessa-me que o DM amadureça e se desenvolva ao ponto de ajudar a compreender os factos que têm efectiva relevância.

Aliás, só esses devem ser notícia; mas isso agora são contas de outro rosário… Um jornal católico não pode ter por objecto o lucro, mas a busca humilde da verdade; não pode aspirar ao poder, mas viver para servir.

É certo que o pregador precisa de almoçar, como diz o povo; ou seja: o jornal precisa de meios para, com a periodicidade que lhe é própria, partir ao encontro dos seus leitores.

Mas se houvesse o perigo de tal acontecer com risco para a dignidade, a verdade, a justiça e a solidariedade, o melhor era reduzi-lo à expressão de mera folha volante, pobre mas honrada.

Pessoalmente – declaro-o com firmeza – preferia fechar as portas e passar a plastificar documentos em qualquer esquina, ou regressar à agricultura onde fui criado e me auguraram largo futuro…

Aqui entronca a outra recomendação papal: a formação ética…

Convenhamos que não podem fazer-se bons jornais apenas com gente que domina as técnicas da comunicação, sabe resumir comunicados ou discursos, transporta gravadores e blocos de conferência em conferência de imprensa – mesmo que a isso acrescentemos actualizações anuais de parques gráficos, sempre úteis, quando não obrigatórias.

Mas as pessoas, a sua qualidade, são insubstituíveis. Esquecê-lo – mormente em meios de comunicação social que, sendo como os outros, têm de ser diferentes – é uma atitude que há-de ficar cara. Hoje, amanhã ou depois.




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