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Que Pôncio não lave as mãos!

Não falo do Governador romano da Judeia – Pôncio Pilatos. Esse lavou mesmo, em sinal de pseudo-inocência condenando o por si declarado Inocente…

N/D
25 Jan 2005

Refiro-me ao Dr. Pôncio Monteiro cujo episódio bem deves conhecer, caro Leitor. Aquele que, escolhido para número dois na lista de deputados candidatos pelo Porto, logo deu provas de falta de tacto político, que lhe mereceu ser irradiado e substituído, acto que provocou um incêndio de ódios, malquerenças e desentendimentos lamentáveis…

Se, como disse o Dr. Pôncio, Santana Lopes o escolhera e lhe pedira que aceitasse de certeza que nas entrelinhas não poderia estar um desejo de atacar, fosse quem fosse, do PSD. Todos os seus membros já não são demais precisam e merecem que reine entre eles solidariedade e união no que concerne a estratégias políticas.

Mesmo que esses membros tenham gestos, sensibilidades e apetências diferentes uns dos outros, no respeitante à causa política não devem deixar transparecer para o público pontos de vista diferentes. A união é que faz a força.

Já sabemos que entre Pôncio e Rio, há melindres futebolísticos, o Presidente não quer – e quanto a mim muito bem – misturas perigosas entre Futebol e Política. O clube do Dragão, de um modo geral, não gosta da conduta de Rui Rio no que se refere ao Futebol.

Ora Pôncio Monteiro é uma coluna do grandioso edifício «dragão» e vangloria-se disso mesmo. Está no seu direito, como Rui Rio é livre de não querer afinidades dúbias: Câmara – Futebol. E não julguemos que está sozinho nesse ponto de vista. Muito pelo contrário…

Onde esteve, então, o falhanço (quanto a mim) de Pôncio Monteiro? Apenas e só no que disse solenemente: não ver com bons olhos ser acompanhado, na campanha, por outras pessoas (bem visíveis nas entrelinhas…). Eu, que não pertenço a partido nenhum, logo que ouvi tais afirmações, pensei e disse-o aos presentes: – acabas de cometer uma falha que talvez tenhas de pagar…

Na campanha todos não serão demasiados. Postas de lado todas as diferenças ou possíveis animosidades não políticas, a orquestra deve tocar afinada… misturou-se, mais uma vez e mal quanto a mim, Política e Futebol e o resultado foi o que se viu e que os Portugueses lamentam, embora uns tantos até tenham gostado…

Se houve «facadas», essa é outra questão. Assuma-as quem as deu e não apenas quem as suportou! Aqui, quero apenas discordar das discriminações apontadas por Pôncio Monteiro. Na minha opinião não lave as mãos!

A ablução poderia testemunhar em desfavor…




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