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Cada pessoa, um voto… consciente!

Confesso que me tem feito confusão o comportamento de um clube desportivo (pelo menos no espectáculo patenteado nas recorrentes eleições) em que há um escalonamento piramidal entre os seus sócios: uns têm um determinado número de votos, enquanto a outros é conferido um número menor, decrescendo até ao mais inferior…

N/D
24 Jan 2005

Com tudo isto vemos surgir certos barões, grandes senhores, eminentes figuras/figurões, destacando-se pela subtileza de influência no meio competitivo… mais do que na dimensão desportiva conjunta.
Ao olharmos, por outro lado, o espectro político nota-se uma tendência de quase transferência de campos ao sabor dos interesses em jogo: diante da crise de valores (morais) sócio-partidários começam a emergir certos ideólogos – alguns já fora de prazo, embora dignos de respeito – no papel de bons en(c)senadores (> câmara dos mais velhos, senado… mais do que produtores teatrais!) desse espectáculo a levar à cena a curto prazo… nas eleições.

Com alguma regularidade vemos ainda certas intervenções de dirigentes partidários que dão a entender uma (quase) sobrevalorização do seu voto, como se, quem faz a apresentação e o esclarecimento das propostas eleitorais, valesse mais do que a expressão menos convicta ou mesmo circunstancial na hora de votar… do cidadão anónimo!

Já lá vai o tempo em que o direito a votar era prerrogativa de poucos. Eleger ou ser eleito tornou-se algo de natural, embora nem sempre (infelizmente) os eleitos tenham sido dignos da confiança que neles foi depositada pelos eleitores!

De facto, votar ou não votar pode marcar e/ou diferenciar o comportamento anti-social de muitos cidadãos – com os cristãos em grande responsabilidade! – portugueses.

* Não basta exigir e na hora de se pronunciar votando preferir eximir-se a essa obrigação cívica. A abstenção é a arma dos mais cobardes, mesmo que a ela recorram por razões de consciência. Defendemos o voto obrigatório.

Quando haverá, por parte dos partidos políticos, a ousadia de incluir esta modificação na lei? Preferirão a desistência e o desinteresse dos outros para se tentarem legitimar melhor?

* Não basta dizer que tudo está mal e na hora de se pronunciar votando misturar o comodismo com a desresponsabilização, abstendo-se. Defendemos que sejam penalizados os faltosos, podendo mesmo ser-lhes condicionadas as regalias, tanto sociais (reformas) como de assistência (saúde). Quando chegará a hora da legitimidade dos direitos com os inerentes deveres?

Será preciso chegarmos à argentinização da nossa economia e do tecido social do país para unirmos esforços por Portugal?

Prometer “mundos-e-fundos” nesta pré-campanha eleitoral será de levar a sério ou de desconfiar?

Que eleitores e eleitos se revalorizem e dignifiquem enquanto é tempo…




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