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«É isto o 112 que temos?»

Pelas nove da manhã de Domingo, como é hábito, fui dar o meu passeio velocipédico.Saímos em direcção à Póvoa de Lanhoso. Lá fizemos o percurso pela EN Braga/Chaves, com toda a normalidade, sempre ultrapassados por imensos condutores domingueiros que, aproveitando a manhã soalheira, se dirigiam provavelmente para a ”Feira da Alheira e do Fumeiro” de Montalegre…

N/D
19 Jan 2005

Já na Póvoa de Lanhoso, na ”rotunda do chafariz” (não há terrinha em Portugal que não tenha uma!…), num ápice, constatámos que um de nós tinha ido parar ao solo, por ter sido albarroado por uma viatura, marca Mercedes, que se pôs em fuga de imediato, sem nos dar tempo para anotar a respectiva matrícula…

A nossa preocupação foi, de imediato, proteger o acidentado, que aparentava ter fractu-ras na mão e no maxilar.

Chamámos o 112 (ex-115!!!), questionaram se havia feridos e enviaram uma ambulância dos BV da Póvoa de Lanhoso que surgiu 10 minutos depois. Dirigimo-nos para o Centro de Saúde local para nos inteirarmos do estado de saúde do nosso companheiro.

Espectáculo lamentável, mas digno de registo. Foi grande a azáfama ”para fazer a ficha”… O ”competente” Clínico de Serviço ordenou que o sinistrado fosse ”recambiado” na ambulância para o HSM de Braga sem lhe ter sido prestado qualquer tratamento. Avisámos a família para o ir esperar a Braga, já que nós chegaríamos meia hora mais tarde…

Ao chegar, fomos informados que no HSM em Braga se limitaram de igual modo a fazer o diagnóstico, mas que por ”ser Domingo”… teria de ir para o Hospital de S. João no Porto!…

Às 15 horas consegui contactar o familiar que acompanhou o nosso amigo, que nos disse pensarem que tinha fractura numa mão e danos vários inquantificáveis no maxilar. Felizmente pouco depois confirmou-se tudo, menos a fractura do maxilar…

Agora ”o bizarro Medieval” da história está para vir…

Questionámos a Seguradora que nos disse que para o sinistrado poder ser ressarcido dos custos de eventuais tratamentos médicos e outros, haveria de solicitar à GNR a ”NOTA DA OCORRÊNCIA”…

No dia seguinte, deslocámo-nos à GNR da Póvoa de Lanhoso, que nos informou não ter conhecimento de nada, já que ninguém os informou, pelo que deveríamos apresentar queixa contra incertos!!!…

Dirigi-me ao Centro de Saúde, onde fui informado que efectivamente o Médico deveria ter pedido a comparência da GNR!… Mas que tal não terá sido
feito…

Nos Bombeiros Voluntários (que fizeram o transporte para o Centro de Saúde e para o Hospital de Braga), que tinham efectivamente o Registo informático do pedido de transporte, mas que ”pachachim… pachaceu…” não nos podiam passar declaração nenhuma…

Em que ficamos?

Imaginemos que o nosso amigo até ia sozinho, tinha dado as mesmas voltas hospitalares e até tinha ”entrado em coma” ou falecido? A quem pedir responsabilidades?

As Autoridades não tomam conta de uma ocorrência comunicada ao ”112″?

Se algo de mais grave ocorrera, ninguém saberia, onde… como, porquê?

É isto o SOS – 112 que temos?




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