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Vêm aí as urnas e o sufrágio!…

Os partidos e os chefes indicados para a governação já têm passado político e governativo. Por isso, já só se engana quem quiser

N/D
18 Jan 2005

Sossega, leitor, que as urnas de que vou falar não são de caixão à cova, nem o sufrágio é por tua alma!…
As urnas e o sufrágio a que me refiro são eleitorais.

São urnas, onde o povo português vai depositar o seu voto, para sufragar os futuros governantes e eleger os novos deputados do parlamento.

Por isso, podes ir à vontade às urnas, no dia 20 de Fevereiro que, contente ou desiludido, voltarás para casa.

Estas urnas somente vão levar à cova as aspirações daqueles políticos, a quem o povo não vai escolher para a governação. Esses, sim, enterrarão na urna as aspirações governativas.

– Bem?… Mal?…

– Só o futuro o poderá dizer.

O voto não é uma brincadeira ou um passatempo divertido.

Votar não é colocar a cruzinha num quadradinho, à semelhança do que se faz no boletim do totoloto.

Votar é passar uma procuração; é entregar o poder de nos governar.

– A um homem ou a um partido?…

– Para mim, levando em linha de conta a sigla e o nome referido no boletim de voto das legislativas, é a um partido.

(Estranho até que, após a última trapalhada da sucessão governativa, o assunto não tenha sido suficientemente esclarecido, de modo a não deixar dúvidas a ninguém!…).

Mas, os portugueses não gostam de coisas simples; adoram a complicação!…

Presentemente, o futuro de Portugal é uma tremenda incógnita. O país está parado. Nem ata, nem desata.

Os portugueses têm de reflectir muito bem na escolha a fazer. Há que optar pelo partido que dê melhores condições de resolver o problema da economia nacional.

Vai haver por aí muita “banha de cobra”, muita pressão de “lobbies”, muitos fazedores de opinião, a sugestionar os portugueses.

Felizmente que os partidos e os chefes indicados para a governação já têm passado político e governativo. Por isso, já só se engana quem quiser.

É preciso vestir a camisola nacional e colocar a nação acima dos interesses partidários.

Neste momento, é uma questão de honra pensar pela nossa cabeça e zelar pelo nosso futuro, porque o poder que entregamos na urna, tanto se pode transformar numa força dinâmica de progresso, como num “ponto morto” de impasse; tanto pode salvar a Pátria, como enterrar ainda mais a economia portuguesa.

Tudo depende do uso que o escolhido fizer do poder que lhe vamos entregar.

Não podemos cometer erros de avaliação. Os erros, no acto eleitoral, pagam-se muito caros.

Por isso, não faças a cruz, à toa; mas… no sítio certo.

A escolha é tua… o (in)sucesso é nosso.

Portugal precisa de ti!…




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