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Nótulas soltas da minha agenda

José Moreira será sempre, se o quisermos todos, uma referência para a nossa conduta. Não podemos deixar de o recordar

N/D
17 Jan 2005

1 Terminaram as comemorações do 10º aniversário do Ano Internacional da Família. Muita actividade comemorativa: conferências, debates, simpósios, estátuas, etc, etc.
Que vai ficar, agora que o “ruído” cessou? Urge não deixar morrer o elan que galvanizou tantos homens e mulheres de todo o mundo. E nada melhor, talvez, do que apontar algumas ideias-força que nos permitam continuar a década (1994-2004) que a ONU dedicou à Família.

E nada melhor do que recordar o que a Comissão das Organizações Não Governamentais das Nações Unidas para a Família elaborou, em 1994: como sugestões para se celebrar o Ano Internacional da Família. Ao fornecer aquelas pistas, a ONU, teve a feliz ideia de ajudar as famílias, os Governos, os lideres de opinião e os meios de comunicação social a promover celebrações que “mexem”, de facto, com cada uma das nossas famílias.

Deixo, hoje, ao cuidado de quem me ler, algumas sugestões particularmente dedicadas aos meios de comunicação social, com o objectivo de fornecer a reflexão sobre o A.I.F.

– Criar uma atmosfera e um ambiente pró-família: tornar a família gratificante, positiva, “in”.

– Chamar a atenção para os problemas familiares, tanto materiais como espirituais.

– Chamar a atenção para os efeitos destruidores do abuso e consumo de drogas nas famílias e proporcionar-lhes meios que permitam realizar o seu próprio esforço como fonte natural de prevenção.

– Ser instrumento para criar programas de orientação que promovam o papel da família.

– Utilizar secções especiais, publicações, programas, filmes familiares, páginas de família (por ex.).

– Apoiar campanhas a favor dos laços entre gerações.

– Gerar um clima de que toda a decisão politica deverá considerar o seu impacto nas famílias.

– Mostrar exemplos de comportamento frente aos média que originam tanto aspectos positivos como negativos, na vida familiar.

2. Ando há muito tempo para anotar aqui, nestas pobres, simples e despretensiosas NÓTULAS, a minha homenagem a um Homem que já não consta na lista dos vivos mas que vive na lista dos Homens cuja memória vai perdurar: José Moreira. Tem sido recordado como um Homem de Cultura. E bem. Braga deve-lhe muito. Mas não se tem referido o Cristão: humilde, aceitando o sofrimento (e foi muito) e de fé rija e sem preconceitos. Vi-o, muitas vezes rezando a sua “dezena” na rua.

O movimento a que pertenceu, os Focolares, ganhou, com a sua morte, um santo. A Igreja também. José Moreira será sempre, se o quisermos todos, uma referência para a nossa conduta. Não podemos deixar de o recordar. Como cidadão muito ligado e empenhado na Cultura. Como cristão, sem adjectivos! Que ele me perdoe não lhe ter dito, em vida e só agora: muito obrigado pela sua vida.

3. Finalmente Braga vai ter a Rua 15 de Maio – Dia Internacional da Família. Congratulo-me com a iniciativa da Câmara Municipal.




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