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Caro Alfredo,

certamente ouviste falar numa campanha interessante que invadiu o país e que consistiu em escrever a Bíblia à mão.

N/D
16 Jan 2005

É claro que os “figurões” é que apareceram na televisão, esquecendo-nos mais uma vez que, se as letras grandes dão o nome aos livros, as pequenas é que o escrevem. Também aqui.
Mas, o que mais me tocou neste gesto, bonito – não discuto – foi a distância que pode ir do gesto à vida. É que a Bíblia escreve-se sobretudo com a vida. Ouviste bem? – A Bíblia escreve-se sobretudo com a vida.

Isto não acontece contigo, que és um rapaz coerente, atento à voz de Deus que nos chega de todos os lados e situações, mais vai acontecendo comigo e com tantos e tantos como eu.

Escrever a Bíblia com a vida. Vamos a isso?

Quero também comungar contigo a dor que todos sofremos com a inimaginável catástrofe que se abateu sobre a Ásia. Estes acontecimentos passam-se para além das perguntas possíveis e das respostas impossíveis. Só duas atitudes: ajoelhar e correr sem demora para o terreno, para ajudar quanto de nós dependa.

Andamos para aí a esbanjar dinheiro em tantas coisas que não prestam para nada ou prestam para muito pouco e somos capazes de passar ao lado de tanta e tanta desgraça que afecta e vai continuar a afectar, sabe-se lá por quanto tempo, irmãos nossos sem conta possível. A Bíblia com a vida!

Tu és cristão. Eu sou cristão. Quer dizer, pela graça de Deus, somos Igreja. Mas, afinal, que vem a ser isso de Igreja? – Rezar é bom, mas é manifestamente pouco. Cada vez me convenço mais que serão mesmo poucos os que terão legitimidade para rezarem o Pai-Nosso.




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