Fotografia:
Vieira do Minho, terra de sonhos e missivas

Quando se tem de justificar o injustificável, opta-se por estratégias um tanto nebulosas e estranhas.

N/D
14 Jan 2005

Veja-se o caso do Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho que a menos de um ano para as eleições autárquicas tomou-lhe o gosto, tal benfeitor dos Correios, e envia aos munícipes mais que uma carta por semana.

É evidente que não é ele que paga o correio nem a tipografia, caso contrário pensaria duas vezes.

Também não bastava a publicação do Boletim Municipal em que o mesmo, qual celebridade, é rosto principal em todas as fotografias. Já se sabia da qualidade do restante elenco executivo, faltava a confirmação, agora vinda do interior do mesmo. Nem direito a um pequeno retrato para a posterioridade.

Convém perceber por que motivo tudo acontece. Na falta de obra visível, capaz de projectar os feitos de tal administração autárquica, há que tentar fazer crer aos munícipes que tudo corre bem, «não há obra, por causa do desastrado governo».

Na realidade, a obra não aparece por causa das constantes trapalhadas do executivo vieirense, ninguém é responsável por nada, é certo que há constrangimentos, no entanto, em quinze anos de autarquia socialista, o concelho de Vieira do Minho continua na cauda dos concelhos do distrito de Braga, como o próprio executivo assume no preâmbulo aos documentos orçamentais para o ano 2005.

Não há um pensamento, não há um plano que possa ultrapassar os problemas detectados, refugiando-se na falta de estratégia e desenvolvimento, corroborando com o enigmático Eng.o Sócrates na falta de ideias. Não confundir com o filósofo, que por menos foi condenado à morte.

Ninguém duvida que a cópia é sempre pior que o original, leia-se António Guterres, daí a esperança no Eng.o Sócrates se esvair nos momentos iniciais, premonitório de tempos conturbados, já profetizados pelo Presidente da República ao sugerir uma mudança no sistema, facilitando a formação de maiorias.

Perante isto, ou o Presidente não teve consciência de que foi ele que interrompeu uma maioria e quer facilitar a vida ao Eng.o Sócrates e ao Partido Socialista, ou está a pensar na diminuição das suas competências para que não permitam derrear nova maioria absoluta.




Notícias relacionadas


Scroll Up