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Cronologia da vida de um Santo

Em 1918, Josemaria sentiu que Deus queria algo dele e que ele não conseguia perceber. Decidiu então, para estar disponível para o que Deus quisesse dele, fazer-se sacerdote

N/D
8 Jan 2005

Faz anos amanhã, dia 9, que nasceu em Barbastro (Espanha), no ano de 1902, aquele que viria a ser S. Josemaria Escrivá. Foi o segundo de seis irmãos e nasceu no seio de uma família cristã que desde sempre lhe inculcou a fé, a frequência dos sacramentos, a oração e a esmola.
Muito cedo conheceu a dor com a morte de três irmãs pequenas em três anos consecutivos, a par da ruína económica do Pai o que contribuiu para temperar o seu natural alegre e expansivo. Em 1915 a família, devido ao desastre económico dos negócios paternos mudou-se para Logronho.

Em 1918, Josemaria sentiu que Deus queria algo dele e que ele não conseguia perceber. Decidiu então, para estar disponível para o que Deus quisesse dele, fazer-se sacerdote. Em 1920 entra no seminário diocesano de Saragoça, em cuja Universidade Pontifícia completou a sua preparação para o sacerdócio. Ao mesmo tempo estudava Direito. Em 1925 recebeu o Sacramento da Ordem e começou imediatamente a exercer o seu ministério sacerdotal à espera de saber o que Deus queria dele em concreto.

Em 1927 começou a frequentar os estudos para o doutoramento em Direito Civil em Madrid, para onde se mudou com a Mãe e a irmã Carmen, depois da morte do Pai que ocorrera em 1924. Em Madrid desenvolveu uma intensa actividade sacerdotal entre crianças, pobres e doentes. Para sustentar a família dava aulas. As dificuldades económicas eram muitas, mas o seu apostolado sacerdotal era cada vez mais intenso, agora com estudantes, artistas, operários e intelectuais a quem ensinava a praticar a caridade e a viver uma vida cristã comprometida.

Em 1928 durante um retiro espiritual, a 2 de Outubro, Deus faz-lhe ver a missão a que o destinava – nesse dia nasce o Opus Dei, cujo fim é promover entre homens e mulheres de todos os estratos sociais um compromisso pessoal para seguir a Cristo, procurando a santidade no dia-a-dia.

Em 1930, com nova luz recebida de Deus dá início ao trabalho apostólico com mulheres.

Em 1939, publica a primeira edição de “Caminho” do qual já se editaram mais de quatro milhões de exemplares. Escreve também “Santo Rosário”, “Cristo que passa”, “Amigos de Deus”, “Via Sacra”, “Sulco” e “Forja”.

A sua actividade foi retardada pela guerra civil de 1936-1939.

Em 1943, na Missa, o Senhor faz-lhe ver a solução jurídica que permitirá a ordenação dos fiéis do Opus Dei: nasce a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual se incardinam sacerdotes que procedem dos fiéis leigos do Opus Dei.

Em 1946 Josemaria Escrivá transfere-se para Roma e entre esta data e 1950 o Opus Dei recebe várias aprovações pontifícias com as quais pode exercer o seu apostolado e expandir-se por outros países.

Em 1948 podem pertencer ao Opus Dei, de pleno direito, pes-soas casadas que procuram a santidade dentro do próprio estado. Em 1950, a Santa Sé aprova que sejam nomeados como cooperadores homens e mulheres não católicos e até não cristãos.

Durante o Concílio Vaticano II (1962-1965), o fundador do Opus Dei relacionou-se com muitos Padres conciliares. Profundamente identificado com a doutrina do Concílio Vaticano II, Josemaria Escrivá procura difundir a sus mensagem e as práticas formativas do Opus Dei por todo o mundo.

De 1970 a 1975 o seu espírito apostólico leva-o a fazer viagens de catequese pela Europa e América. Preside a numerosas reu-niões de formação a que assistem milhares de pessoas. Aí fala de Deus, dos Sacramentos, das devoções cristãs, da santificação do trabalho, com um vigor verdadeiramente sobrenatural.

Em 26 de Junho de 1975, morre em Roma, sendo chorado por milhares e milhares de pessoas que aproximou de Cristo e da Igreja. Logo nessa altura é reconhecida, de modo popular, a sua santidade e a ele recorrem pedindo a sua intercessão e a sua elevação aos altares.

Em 17 de Maio de 1992, é beatificado por João Paulo II, perante uma multidão de mais de 300 000 pessoas que se juntaram na Praça de S. Pedro em Roma.

A 6 de Outubro de 2002, perante uma multidão ainda maior, João Paulo II canoniza-o e na altura, dirigindo-se aos peregrinos diz: “Difundi na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade. Esforçai-vos por ser santos vós próprios em primeiro lugar, cultivando o espírito evangélico de humildade e serviço, de abandono na Providência e de escuta constante da voz do Espírito”.




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