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Deus não faz acepção de pessoas

Outra filosofia que esta citação abala é a do fundamentalismo religioso

N/D
7 Jan 2005

No próximo domingo, quem participar nas celebrações eucarísticas vai escutar um texto bíblico onde o Apóstolo Pedro afirma que «Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável» (Act 10, 34).

Foi assim que foi definida a catolicidade (universalidade) da mensagem de Jesus de Nazaré. A mensagem que Ele ensinou é uma boa notícia que deve ser divulgada a todas as pessoas, independentemente da sua raça, nação, língua ou tradição.

A sua mensagem de amor e reconciliação é universal e interpela-nos a todos na situação concreta da sua vida.

Quando se pergunta a um pai qual dos seus filhos ele prefere, a resposta é quase sempre que os prefere a todos por igual, apesar de haver um ou outro que o cativa mais, mas não deixa de amar os outros. O mesmo acontece com Deus.

Ele não faz acepção entre os filhos que criou, ama-os por igual, mas há sempre aqueles que o cativam mais, talvez porque praticam a justiça, desconhecendo até que fazem a Sua vontade.

Este texto que cito traz para os nossos dias a questão – mas, afinal, eu não sou o detentor do amor e da predilecção de Deus? É duro escutar que não, porque Deus não faz acepção de pessoas, nem castiga os outros porque são maus, porque não vão à missa, etc… Ele ama-nos a todos de igual forma, mas alguns tocam mais perto no seu coração.

Outra filosofia que esta citação abala é a do fundamentalismo religioso. Muitos pensam, em várias igrejas ou religiões, que Deus é sua propriedade, que Deus só os protege a eles e que destrói os infiéis e os hereges.

Deus não pode ser possuído, Ele é que anseia possuir (habitar) no coração de cada ser humano, sem olhar à sua nação, pois «em qualquer nação, quem O teme […] é-lhe agradável».

Aproxima-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 18 a 25 de Janeiro, que pretende ser um tempo de reflexão e de oração comum, pedindo a Deus a graça da unidade dos crentes em Jesus Cristo.

O Papa muito tem feito para que tal seja possível, realizando gestos e proferido palavras fortalecedoras do caminho ecuménico entre as diversas confissões cristãs.

No dia 9 de Janeiro, festa do baptismo do Senhor, é uma boa altura para todos os cristãos reflectirem sobre o seu próprio baptismo, a sua condição de «alter Christus» (outro Cristo, pois é daqui que deriva o nome cristão), e a sua acção evangelizadora no mundo.




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