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Momento de reflexão

O contexto económico e político em que vivemos, permite ao cidadão um novo desafio, ou seja, encarar o futuro com a esperança de sempre mas aguardar que desta vez os eleitos possuam a vontade política e a atitude tão necessária para corrigir todo um passado de promessas adiadas, com reflexos tão negativos que nem as inaugurações de alguns eventos, a publicidade à obra feita ou a entrada e participação na vida activa da Comunidade Europeia, conseguem disfarçar, sejam derrapagens orçamentais com rectificações quase sempre necessárias, gastos públicos excessivos, crise no trabalho, necessidades na saúde e falhas na educação que nos obrigaram já “a mudanças de carruagem quando o comboio tinha quinze ou mesmo agora com vinte e cinco carruagens”!

N/D
5 Jan 2005

Perante um tal cenário e quando em pré-campanha eleitoral os políticos ou pelo menos alguns, continuam a dar prioridade às querelas entre partidos, às acusações ou mesmo a cenários hipotéticos pós-eleitorais é preocupante que pretendam atingir o poder, governar o país, sem iniciarem uma campanha política esclarecedora quanto às soluções que o país espera e são o cerne da questão… Vamos esperar se trate de fase passageira, transitória e que comecem o ano preocupados em dar resposta aos cidadãos, com propostas realistas e fundamentadas, com debates em que os principais problemas do país sejam tratados em pormenor, o desemprego e suas consequências, a segurança social e os idosos, os jovens licenciados ou não e o emprego, perspectivas no mercado laboral, os hospitais e a saúde pública, a educação, seus custos e motivações, o apoio social aos desempregados, aos doentes, aos idosos, às crianças, às famílias vítimas do sistema de reestruturação do país, que sendo necessário, produziu lesões graves na sociedade e nas famílias.
Ao sentido evolutivo do país, surgiu um retrocesso social que vitimou milhares de cidadãos, para os quais o país ainda não encontrou solução. É necessário falar e debater com rigor as causas e soluções para toda a problemática social com que o país se debate.

Para além da crise urge abandonar a promessa sempre fácil e propor soluções possíveis e duradouras para criar estabilidade política, económica e social.

Que os nossos políticos iniciem o Novo Ano com uma reflexão serena e profunda do país real, que se lembrem também da Constituição e referências às prioridades do Estado na saúde, solidariedade social, educação e emprego, que substituam o discurso empolgado, pela palavra serena e objectiva capaz de ilucidar e explicar ideias relativas ao futuro.

O cidadão vai certamente esperar respostas e propostas, que se mantêm esquecidas apesar das sucessivas campanhas eleitorais.

Prometer e cumprir terá de ser o objectivo dum novo poder que resulte das eleições de 20 de Fevereiro de 2005. O país e os portugueses têm de encontrar um rumo certo, onde a estabilidade, segurança e bem estar tenham lugar cativo.

Chega de incerteza quanto ao futuro, os portugueses merecem estabilidade e bem estar social e precisam de motivação para retomar uma esperança abalada pelo tempo e pelo insucesso de algumas decisões políticas.

Fevereiro terá de ser o motor para uma nova viagem, que todos desejamos nos conduza ao progresso e bem estar. É que afinal a abstenção resulta, da insatisfação do cidadão face aos políticos e às suas decisões.




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