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Acções e não palavras

Começa a dar os primeiros passos O Novo Ano de 2005. Semelhante a bebé, necessita de amparo para não se estatelar, embora a queda seja pouco significativa. Só os grandes é que dão grandes quedas ou trambolhões.

N/D
4 Jan 2005

Há um aspecto da nossa vida social que gostaria de focalizar: o palanfrório ou perlengas que vão eclodir em 2005 por causa de eleições (legislativas, autárquicas e presidenciais). Vai ser um foguetório policromático e persistente durante todo o ano a encher as mentes dos portugueses e a dar-lhes gosto para as mais refinadas iguarias políticas e sociais. Muitos fugirão de suas casas propositadamente para se defenderem dessa verborreia eleitoral.
Que me perdoem os bons políticos que estão enchendo as cassetes para as próximas batalhas eleitorais e vão procurar dar o melhor de si para conciliar a confiança do Povo Lusitano. Vai ser, no entanto, uma caminhada exaustiva para todos, políticos e população.

Pessoalmente, acredito mais nas obras do que nas palavras, de harmonia com os ensinamentos que vêm do Evangelho de Jesus Cristo: “A árvore conhece-se pelos seus frutos. A árvore boa dá bons frutos; a árvore má dá maus frutos. Pelos frutos as conhecereis” (Mt. 7,17).

A maior parte dos nossos políticos têm sido pessoas ligadas à vida pública do Estado ou dos seus organismos. Ou de empresas importantes da vida nacional. Conhecer o que fizeram é importante para saber o que podemos esperar deles. A escolha dos mais capazes e honestos deve ser prioritária quer para os que têm responsabilidade de selecção quer para os eleitores que têm de depositar o voto nas urnas.

Há opções que são relevantes e não devem ser esquecidas nos programas que vão ser divulgados através da comunicação social: a evolução positiva da economia, que terá de ser mais ambiciosa, dinâmica e actual; o respeito pelo código moral e cristão que tem animado a maioria da gente portuguesa e está ligado a um conjunto de valores que não pode ser espezinhado ou preterido.

Neste âmbito, recordemos o que se tem passado, ultimamente, na vizinha Espanha, com um grande diferendo entre a Hierarquia da igreja e o Estado.

Estão em causa, creio eu, problemas relacionados com o ensino religioso nas escolas e sobretudo o projecto de legalização de casamentos homossexuais e de adopção de crianças por parte dos que con-traem esses casamentos.

A moralidade ou conduta ética de todo um povo não é algo de somenos importância, pois a permissividade e dissolução dos costumes têm fortes reflexos na vida nacional.

Se não há leis morais que obriguem as pessoas, por que hão-de existir outras leis que devam cumprir? Se o aborto ou a eutanásia são permitidos, por que não hão-de ser também a fuga aos impostos e a apropriação de bens indevidos?

O universo é guiado por leis firmes e seguras. No dia em que deixassem de existir, seria o caos. O mesmo se diga na vida dum povo. Se não há leis positivas que se insiram na lei natural e a respeitem, os solavancos sucedem-se, as relações sociais degradam-se, os políticos e governantes desgostam-se e a governação acaba em derrocada.

Há outros aspectos que são específicos de determinada área ou formação, como financeiros e económicos, e não é essa a nossa. Mas há sempre uma realidade que é visível a qualquer inteligência. Por exemplo, não é preciso ser médico ou ter estudado medicina para descobrir que uma pessoa está doente.

Há sinais exteriores que o revelam. De igual modo, não é difícil descobrir que Portugal está a passar um período de depressão financeira e económica, quer a nível governativo quer a nível individual e familiar. Daí a importância em escolher homens capazes de restaurar um clima de confiança e de melhoria das condições de vida dos portugueses.

Oxalá isso aconteça, que eu o veja e todos os caros compatrícios! São os meus votos sinceros para 2005.




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