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Nótulas soltas da minha agenda

1O novo já começou. Que nos trará? Que projectos temos, ou será que não temos projectos para 2005? Chegou a altura de serenarmos.

N/D
3 Jan 2005

Depois de no Natal nos terem atordoado com a triste realidade da pobreza, servida com gula e desmedida a todo o momento… crianças abandonadas e maltratadas, velhos esquecidos e sem dinheiro, estropiados de toda a natureza… veio, a seguir, o “réveillon” para todos os gostos e preços.
De pobrezas e festanças foi uma fartura. Agora, para nossa “paz”, vamos esquecer aquelas e preparar para o Carnaval que se avizinha. Andamos em autêntica montanha russa: subimos e, de repente, caímos! Porém vai continuar a haver muitos pobres. Talvez aumentem!

2. A Catástrofe do sudeste asiático foi terrível. Graças ao conhecimento que hoje temos (desde a década de 70 do século XX) da existência e funcionamento das Placas Tectónicas, é possível compreender este tipo de fenómenos.

Saber por que ocorrem e como ocorrem. Não sabem, porém quando ocorrem. Quem conhece os mecanismos da dinâmica das Placas fica maravilhado. Mas face ao sofrimento que pode ocorrer, fica-nos a dor. É um sentimento terrível, esta contradição gerada: a beleza da Natureza e a terrível destruição que pode causar!

3. A Associação Famílias divulgou um “Manifesto Político” para servir à reflexão dos eleitores e dos candidatos a eleitos. Cinco aspectos essenciais são abordados naquele documento: o Direito à Vida, questões de Bioética, a problemática da Família, a liberdade de Ensino e os problemas do mundo laboral.

É preciso que a chamada “sociedade civil” mexa. Diga o que pensa. O que deseja. Só assim, se pode votar com liberdade. O conhecimento liberta-nos. A ignorância é uma forma subtil de ditadura. Precisamos, também, de conhecer, com clareza, o que pensam fazer os políticos se chegarem a ser eleitos, face a estas questões e a outros de outros domínios.

A Liberdade, valor supremo da Democracia. Vive-se pela participação activa, responsável e consciente de todos e de cada um dos cidadãos eleitores. Por isso, a (in)formação transparente e séria impõe-se.

4. Como sou um leitor compulsivo, aproveito todas as oportunidades para ler… até quando faço determinada função vital… Acabei de ler “Almas Cinzentas”, de Phillipe Claudel, da ASA.

Um romance perturbador e inquietante. Tipo policial. Escrita fluente e escorreita. Uma boa tradução. A denúncia, sem o parecer, do cinzentismo moral. Das aparências. Não é um livro moralista. Até pode parecer amoral. Mas inquieta. Não me deixou indiferente.

5. O fenómeno da espiritualidade “Taizé” impressiona nestes tempos de egoísmo elevado a máxima potência e do desinteresse pela Religião. A unidade dos cristãos é um caminho para levar a sério. É de construção diária.

Pressupõe fé e vontade, um querer decidido.

Porém, “Taizé” não é uma nova religião ou um sincretismo de vanguarda, que pode ser uma tentação.




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