Fotografia:
Vira o disco e toca o mesmo

Já não recordo quantas vezes escrevi sobre este assunto. Mais recentemente foram dois os artigos: “Uma questão delicada” e “Escolinhas para Cachorros”.

N/D
1 Jan 2005

Este último, de parceria com a minha neta, apresentava uma alternativa: na impossibilidade de educar os donos, arranjavam-se escolas para os animais.
Desistir não faz muito o meu género. Então, como ainda não consegui nada, cá estou de novo e voltarei tantas vezes quantas as necessárias. Não vejo que as pessoas se eduquem, se sensibilizem, se civilizem, enfim, pensem nos outros.

Aqui, para os lados de Maximinos, as ruas, os largos, as praças continuam a ser quartos de banhos dos cães.

Um dia destes, tende de ir ao centro da cidade num domingo pela manhã, fiquei horrorizada com o que encontrei no Largo Paulo Osório, ladeado pelos Bombeiros Voluntários e pelo Centro de Saúde.

Donos ou canitos que vieram, em boa companhia, às urgências durante a noite? Pé aqui, pé ali, pé acolá, cuidadosamente e de olhos postos no chão, lá passei.

Mas mesmo no início da rua que segue até à igreja do Seminário, ao dobrar a esquina, os animais fizeram comício e ali estiveram largo tempo conversando, ladrando ao vento ou à lua e aproveitando para fazer as suas necessidades.

Quem, distraído, calcou e se apercebeu, foi aos arames e desatou a bater com os sapatos no chão, furiosamente, pretendendo por ali deixar a carga importuna. Não o conseguindo, lá foi carimbando o passeio até ao largo seguinte.

A rua Direita que, para não variar como na maioria das cidades, é torta, é também estreita, tem trânsito e os passeios muito pequenos. Então, a solução é caminhar pelo meio da rua, atenta aos carros.

Os passeios, até onde lhes cabe, são sanita de cachorro. Mesmo que os cães façam apenas em três ou quatro sítios, as pessoas apenas, desprevenidas, encarregam-se de “selar” a totalidade.

Nesta rua, por sinal, já morou ou ainda mora o Sr. Presidente da Junta de Maximinos que sabemos preocupado com o bem comum (recordemos o que batalhou por aqueles dois canteiritos no largo Diogo Teive, que nem a Maximinos pertence).

Lanço-lhe daqui um apelo para que veja o que pode fazer contra esta praga.




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