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Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Celebra-se hoje a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o começo do Ano 2005 e ao mesmo tempo o Dia Mundial da Paz.

N/D
1 Jan 2005

São coisas distintas, que algumas pessoas confundem, a festa que celebramos a 8 de Dezembro – a Imaculada Conceição de Maria – e a sua Maternidade Divina.
Pela primeira, Maria foi concebida, como qualquer outra criatura por vontade e acção de seus pais, só que não foi afectada pelo pecado original. Este privilégio concedido a Maria foi uma antecipação da Redenção que Jesus viria trazer com a Sua Paixão e Morte.

E esse privilégio foi-lhe concedido em função da sua Maternidade Divina, que é o facto de conceber um filho – Jesus – Deus e Homem verdadeiro, não por intervenção humana, mas por acção do Espírito Santo.

Maria é pois Mãe de Deus e São Cirilo de Alexandria diz: “Estranho muito que haja pessoas que tenham alguma dúvida se a Santíssima Virgem Maria há-de ser chamada Mãe de Deus.

Se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, por que razão a Santíssima Virgem, que O deu à luz, não há-de chamar-se Mãe de Deus?” Esta verdade ficou definida, como dogma no Concílio de Éfeso em 431, avalizando o sentir comum dos fiéis, que sempre assim pensaram.

De facto quando uma mulher dá à luz um filho, chamado, por exemplo Miguel, ninguém diz que ela é mãe do «corpo» do Miguel, mas sim mãe do «Miguel – corpo e alma», ainda que só gerasse o corpo e Deus lhe tivesse infundido a alma.

Mas Maria não é só Mãe de Deus, mas também Mãe de todos os homens. Jesus deu-no-la como Mãe no momento em que, suspenso da Cruz, disse a Sua Mãe (apontando para o discípulo João): “Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe”.

É bom começar o ano pensando que Maria é não só Mãe de Deus, mas também nossa Mãe. Ela tem por nós um desvelo imenso, mesmo quando nós a recusamos ou esquecemos.

Conta-se, é uma lenda, por certo, que um rapaz tendo enveredado pelo caminho do vício ficou muito endividado. Aquele a quem ele devia fez-lhe uma proposta: “A tua dívida fica saldada se matares a tua mãe e me entregares o seu coração”.

O rapaz, vítima de tão enorme chantagem assim fez. Matou a mãe, arrancou-lhe o coração, meteu-o numa caixa e correu para o credor. Na corrida tropeçou e caiu. Então de dentro da caixa fez-se ouvir uma voz ansiosa: “Magoaste-te, meu filho?”

Se este exemplo quer pôr em relevo o amor das mães terrenas, o que será o amor da Mãe do Céu?

No dia 1 de Janeiro também se comemora o Dia Mundial da Paz, instituído em 1968 pelo Papa Paulo VI. A esse propósito escreve o Cardeal Roger Enchegaray: “O «Dia Mundial da Paz» com as suas Mensagens pontifícias, visa fazer do mundo inteiro, a todos os níveis e categorias, uma escola sem fronteiras, uma escola onde os cristãos se devam sentar com assiduidade como testemunhas e artificies da Paz do Deus feito Homem”.

Para este ano o Santo Padre João Paulo II escolheu como tema da sua Mensagem – Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem.

Neste momento em que os conflitos internos e externos proliferam, devemos pensar que só a Paz pode trazer a felicidade. Essa paz para ser autêntica deve começar no interior de cada um, passar pelas famílias, atingir as nações e espalhar-se por todo o mundo.

A paz é uma das grandes preocupações do Santo Padre que vê o mundo dilacerar-se em grande escala. “(…) De facto, para um cristão proclamar a paz é anunciar Cristo que é a «nossa paz» (Ef 2, 14), anunciar o seu Evangelho que é «Evangelho de paz» (Ef 6, 15), chamar todos à bem-aventurança de ser «obreiros da paz» (cfr. Mt 5, 9)”.




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