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Ano Novo… Vida Nova

É velho costume, não só de Portugal como de outros países do mundo civilizado, quando o calendário do tempo dobra a esquina do ano, desejar-se felicidades a toda a gente, com o seguinte refrão: – «Ano Novo… Vida Nova».

N/D
1 Jan 2005

E se, em todos os fins de ano este desejo tem cabimento, no início de 2005, com as tricas e trapalhadas que o ano de 2004 deixou, este desejo adquire uma importância extraordinária.
Realmente, os portugueses, desde a hierarquia do poder até às bases populares, têm (- desculpem a franqueza! -) de ganhar juízo.

Não podemos continuar a desperdiçar o tempo e os haveres, com questiúnculas políticas de «lana caprina», com tiroteios verbais fora do alvo e com troca de mimos que não acariciam a melhoria da vida de todos nós.

Não podemos confundir tricas pessoais com actos de governação.

Tricas e turras sempre as houve na vida política, em todos os tempos e em todos os lugares, e não merecem que se perca tempo com elas. Os actos de governação, sim, merecem estudo e análise.

Todos os partidos devem pôr de lado o «clubismo» e colocarem-se, seja no governo, seja na oposição, ao serviço da pátria, durante todo o tempo da legislatura.

Neste momento, o que faz falta a Portugal, mais do que a eleição deste ou daquele partido, é a união de todos os portugueses.daquele partido, é a união de todos os portugueses.

Nenhum governo fará qualquer coisa, com a obstrução sistemática da oposição, das corporações e dos sindicatos, como se viu no passado recente.

Já chega de quadraturas de círculo, de arredondamentos de polígonos e de olhar a linha recta ao viés.

Já chega de esquizofrenias pessoais, de histerismos colectivos e de anormalidades rotineiras, a comandar a vida social dos portugueses.

Utilize-se a lógica das coisas, a ciência do passado e a pedagogia dos valores, na construção do futuro.

É preciso paz entre as nações, concórdia entre os homens e equidade entre os irmãos.
Por isso, parafraseando a parábola do Filho Pródigo, parece-me que, para receber o filho regressado que avistou na janela do futuro, o Pai não precisava pôr o outro filho fora de casa.

Bastava-lhe ter ido ao curral imolar o «novilho mais gordo» e juntar os dois, à mesma mesa.

Eu sei que, perante o amuo de um e o despautério do outro, encontraria dificuldades.
Sei ainda que, dada a crise, os novilhos em lugar de fêveras e gorduras, talvez apresentassem o arcabouço com as costelas e as vértebras saídas.

Mas, operando assim, o pai exercia com equidade o magistério paternal e receberia com dignidade o filho regressado, sem desunir a família.

Assim, temo que o voto pouco ou nada resolva.

A felicidade de um povo tem de ser obra de todos e não apenas trabalho parcial dos eleitos que, desavindos, nunca alcançarão o progresso desejado.

Em minha opinião, e na união e no convívio de todos os portugueses, cada um no seu posto, que reside o papel, não só moderador, como também incentivador, da Presidência da República.

Enquanto não chegarmos a esta conclusão, Portugal não vai a lado nenhum.
-Bom Ano!…




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