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A arte de bem atender e de bem acolher

Uma das características que nobilitam qualquer ser humano, seja qual for o seu estrato social, é a abertura ao outro, ajudando-o, dentro das possibilidades de cada um, no que for necessário.

N/D
30 Dez 2004

Toda a gente logra com a simpatia e com o apoio que possa prestar ao seu semelhante.
Quando pedimos a colaboração, por exemplo, de um profissional de saúde, seja médico, enfermeiro ou qualquer outro, e somos bem atendidos ficamos satisfeitos, voltando para casa gratos com aquele atendimento tão enobrecedor que, só por si, contribuiu para um passo em frente na cura daquela enfermidade ou, pelo menos, na sua minimização.

Caso contrário, o problema agudiza-se e, em certos casos, a doença agrava-se. Não custa nada a simpatia, a boa comunicação, explicando tudo o que for necessário, criando-se aquele clima afectivo que também é importante para a cura.

Ser simpático é assim tão difícil? Acho que não e felizmente, hoje em dia, a grande maioria sabe ser aquilo que deve ser. Quantas pessoas dizem maravilhas dos seus médicos, dos seus enfermeiros…

O Hospital de S. Marcos é um grande exemplo, para não falar de outros, no bom acolhimento dos seus doentes, no mérito profissional de quem lá trabalha, pois tem sido, nos últimos anos, o apanágio de um serviço em que a dignidade humana superintende tudo, numa entrega total aos seus doentes.

Quantas vezes se ouve e se lê em jornais, doentes e seus familiares a elogiar e a agradecer todos os serviços prestados nessas instituições de saúde? Os nossos médicos, os nossos enfermeiros, os técnicos ou quaisquer outros são os principais empreendedores para que isso aconteça.

Pode o hospital ser velhinho e não ter as melhores condições, mas havendo profissionais em pleno tudo compensam, suplantando as carências que, porventura, possam existir.

Quando um doente não é bem atendido, o médico é antipático, tornando-se, por vezes, agressivo, ainda que lhe preste os cuidados necessários no que concerne àquela enfermidade, se não houver o calor humano, aquelas palavras de conforto, o paciente sai desanimado, desconsolado, desesperançado com aquela maneira de ser tratado e a sua evolução poderá ser negativa, pois o factor psicológico é de suma importância.

Os doentes, na sua grande maioria, avaliam os seus profissionais de saúde pelo dom que têm em saberem conjugar os seus conhecimentos científicos com a arte de bem atender e de bem acolher, na criação de um eficaz clima de afecto e de humanidade.

A nobreza de um ser humano reside sempre num forte altruísmo, num sacerdócio constante de entrega e de um serviço a favor do outro em que as vaidades devem ser banidas e nunca cair na tentação de um distanciamento, só pelo facto de se ter determinada posição social.

Saibamos ocupar o nosso lugar no mundo como cidadãos em plenitude, tendo sempre a consciência do dever cumprido e nunca nos arrependamos, seja em que trabalho for, de dar sempre o nosso melhor, a fim de contribuirmos para repor na nossa sociedade os verdadeiros valores que enriquecerão o nosso viver e o dos outros, tendo sempre presente a grandiosidade da pessoa humana.




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