Fotografia:
Que Portugal queremos? …

Mais uma vez nas urnas, que não procuremos o cemitério para tantas ilusões e quimeras irrealistas num povo, que tem que ser mais ambicioso, produtivo e organizado

N/D
29 Dez 2004

Em tempos, um político socialista alemão, defendendo a não introdução da referência cristã na Constituição Europeia, argumentava que Portugal e Espanha, países “muito católicos”, não a tinham também na Constituição.
No entanto, na abertura do Congresso dos democratas cristãos em Düsseldorf, com uma celebração ecuménica, o card. Meisner de Colónia disse: «a credibilidade de qualquer político não começa nos pressupostos programáticos, mas na vida pessoal e no seu actuar e comportamento político, segundo a fé de que está impregnado.

Como posso dar o meu voto a um político, que nao reúne as condições de lealdade, fidelidade e confiança que se exige de um qualquer homem normal?»

O espírito de Deus não basta pairar sobre a água, mas exige um comportamento compatível no mundo, ao qual confira uma mais-valia de comportamento e actuação, segundo o mesmo espírito, que lhe dê poder e seja testemunho de certa confiança…

Mas que Portugal era uma selva de políticos bacocos, oportunistas e acéfalos, já há muito é conhecido no estrangeiro…

Que tínhamos um Presidente da República eleito pela “arraia-miúda”, socialista, que nunca fez nada na vida… limitando-se a criticar a direita, o menino que aprendeu inglês na infância e visitou a Inglaterra… porém, depois de tantas aleivosias, vive ainda numa “casa de renda”( o pobrezinho!), talvez ainda não actualizada… também não era novidade.

Por isso seria um dos “felizardos”, a quem apareceu de mão beijada um “tachão” para ser o Presidente dos Portugueses…

Aprendeu um pouco de experiência, jogou em surdina, mas não degenerou dos seus… criando todas as tricas e labirintos, a quem gostaria de devolver de novo o poder nas suas fileiras.

Pensa assim até colocar-se nas hordas de uma Europa moderna, ateia, socialista, que destruiu a economia e dá cobertura a terroristas, como a Alemanha, um país rico num caos económico.

Sempre foi o condão desta esquerda “humanitária”, que combateu e hostilizou quem tem alguma coisa, economizou, se organizou e trabalhou com os seus talentos. A esquerda só conhece uma lei: o ódio e a inveja.

Assim se queria exigir de um governo que organizasse em dois anos e quatro meses, uma economia, que os socialistas destruíram em seis anos, com as generosidades gordas de um rei Mário Soares e as bochechas de um Guterres, a esbanjar sem rei nem roque…

Por isso também não ia nos protagonismos de Santanas, atraiçoado por amigos, e não ileso dos barões e delfins inimigos… numa orquestra desafinada, em que a luta foi sempre de cães assanhados, ou pelo “poleiro”… assim se atirou o povo para novas eleições, a correr e divertir-se aos papéis…

Mas pretendeu antes que se aprovasse um orçamento para a Nomenclatura continuar a comer… e ruminar… Juntou a orquestra de alguns descontentes e vozes desafinadas, contra os sociais-democratas, que inquinaram o processo de colocação de professores, cujo trabalho e aprumo nas escolas aparece bem classificado no último PISA…

De facto, quem à distância observa este reino de faquires, marionettes e palradores – com mais de cinco milhões de Portugueses, ainda espalhados pelo mundo a sofrer – uma vergonha nacional apesar da UE, com um Presidente português! – , hoje muitos a vegetar e sem capacidade para enviar mais vitaminas para uma Economia de pategos, num reino de burros, que só pensa em futebol, estratégia de acéfalos e lutas de umbigos, fica a pensar que o melhor seria um novo iberismo, aliás com as liberdades que os espanhóis socialistas já conseguiram e alguns, entre nós, almejam…

Mas só nisto, porque em produtividade, riqueza e trabalho muitos não querem, e já há muito fomos ultrapassados… Que País é este?

O que se pretende com estas lutas de sanzala, numa Europa que não se compadece, mas tem pena de nós? Queremos continuar com a mesma pelintrice social, política e económica, limitando-nos a ver a Europa, que quisemos abrir para o Leste, mas deixou de ser o Pai Natal das farturas?

Que fizemos aliás com fundos e tantas devisas de emigrantes – agora com encargos de ” imigrantes” – , que recebemos, para construir estádios faraónicos de futebol e vaidades petulantes?!

Mais uma vez nas urnas, que não procuremos o cemitério para tantas ilusões e quimeras irrealistas num povo, que tem que ser mais ambicioso, produtivo e organizado.

Que até vai trabalhando, mas desde há muito só tem tido políticos irresponsáveis e sonhadores, idolatrando ainda os que o hipotecaram ou apunhalaram nas costas… Um país assim pode ser entregue a Espanha para nossa vergonha nacional.

Nem será preciso eleições. Basta um plebiscito popular, a que darei também o meu voto, nem que seja em branco…

Basta de imbecilidade e tacanhez nacional. Onde estão, porém, os cristãos e a voz da Igreja num país católico?

Limitar-nos-emos a ser o ópio edolcurante ou estupefaciente, em tolerância e coexistência pacífica, como “bois mudos”, a ver a canzoada nacional, num cortejo de cáfilas, invertidos e invertebrados, depois de assinarmos um nova concordata com a Santa Sé, onde saímos todos satisfeitos, embora mais penalizados?…

Um País assim é uma choldra ou uma “jangada”enviesada, com tamancos de varinos e proas enrugadas em sonhos de naus e caravelas desfeitas… Por culpa de quem? Saibam todos quem foram os coveiros das nossas glórias e os vendilhões, que nos têm apunhalado nas costas!

Para um velho como eu, já tudo é igual…




Notícias relacionadas


Scroll Up