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Eu aposto nos meus sonhos… para 2005!

Por certo que todos – mais velhos ou mais novos – tivemos ou temos sonhos: uns exequíveis, outros meramente utópicos e outros ainda inatingíveis.

N/D
27 Dez 2004

Há quem reduza esses sonhos ao velho refrão: “três coisas há nesta vida – saúde, dinheiro e amor”! E se poderá haver fases da existência de qualquer pessoa em que cada uma destas vertentes está mais viva, também há etapas da vida social em que uma ou outra é mais acentuada, exaltada ou mesmo manipulada.
Numa época de “crise” – rótulo de dificuldade mais ou menos cíclica – a vertente do “dinheiro” assume foros de quase esquizofrenia colectiva. Bastará atender à artimanha da publicidade para entender essa fome/sede de dinheiro, preferencialmente barato, sem grande trabalho e fruto da sorte, seja procurada, seja habilidosa ou até “um tanto” desonesta!

Veja-se a ênfase com que se noticiou a saída do jackpot do Euromilhões e as consequências que isso trouxe para vida de dois felizardos (incógnitos, mas bem conhecidos) da região de Guimarães.

Repare-se na corrida às apostas, quando soa a voz de que há mais dinheiro como prémio. Tente-se perceber o que significa a ânsia em ganhar para não ter de trabalhar, podendo gozar a vida e os prazeres que dela se pode usufruir.

Mais do que falar das variadas formas de dinheiro, deveremos reflectir sobre a qualidade dos nossos sonhos, alguns bem mais voláteis do que as perspectivas da sua realização. E como os sonhos ainda não são taxados nem pagam impostos, eis alguns dos “meus” sonhos para o próximo ano:

1) Vamos, no início de 2005, viver eleições legislativas – àqueles/as que as vão disputar auspiciamos votos de sã batalha, dignificando a arte da política, ultrapassando as tricas partidárias e gerando confiança em quantos (ainda) votam, seja qual for a sua preferência;

2) Viveremos, ainda nos primeiros dias, o tempo de carnaval – àqueles/as que se esforçam por se divertirem e animarem os outros auspiciamos uma salutar inspiração do riso elevando os costumes e corrigindo os hábitos pessoais e colectivos;

3) Sentiremos, por certo, dificuldades no campo sócio-político, económico-financeiro, laboral-sindical e até mesmo na vertente eclesial… porém, auspiciamos sinais de esperança onde cada pessoa sinta que tem confiança nos outros e é capaz de sentir-se em segurança para desenvolver os seus dons, qualidades e projectos;

4) Tentaremos perceber com maior sensibilidade as manobras de certa comunicação social – quantas vezes muito mais ao sabor de interesses subterrâneos do que ao serviço da verdade! -, auspiciando o respeito por quantos possam ter de estar sob as luzes (ou sombras) de certos abutres e contribuindo para que haja uma cada vez maior correcção entre todos os intervenientes.

Na linha do tema do Dia Mundial da Paz, auspiciamos com o Papa João Paulo II: “Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem”!

Que o ano de 2005 tenha esta força, pois «a paz é o resultado de uma longa e árdua batalha, vencida quando o mal é derrotado com o bem»!…




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